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Observador do RJ na transição da SuperVia já foi acusado de receber propina na Agetransp

Ex-presidente da Agetransp, César Mastrangelo, atua na transição da SuperVia no RJ

João Boueri
JOÃO BOUERI

03/09/2025 • 12:19 • Atualizado em 03/09/2025 • 12:19

O Ministério Público do Rio concordou com a indicação, assim como a SuperVia. O pedido foi aceito pela Justiça do Rio

O Ministério Público do Rio concordou com a indicação, assim como a SuperVia. O pedido foi aceito pela Justiça do Rio

Divulgação

O observador do Governo do Rio no processo de transição de saída da SuperVia já foi acusado de receber propina da Odebrecht durante o período em que esteve na Agetransp. César Ferraz Mastrangelo negou as citações na época.

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A delação do ex-presidente da Odebrecht, Paulo Cesena, revelou um esquema de pagamento de propina dentro da Agetransp. Além de César Mastrangelo, o ex-diretor Arthur Bastos também foi citado. Eles teriam recebido R$ 600 mil de forma ilícita.

A Odebrecht foi a controladora da SuperVia entre 2010 e 2019, quando vendeu a maior parte para a GUMI, controlada pela empresa japonesa Mitsui.

No período, em 2014, Mastrangelo assumiu a presidência da Agetransp. Em depoimento prestado em uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa do Rio em 2018, Cesar Ferraz admitiu que foi indicado pelo ex-governador Sérgio Cabral, assim como Arthur Bastos.

César Ferraz Mastrangelo foi nomeado no final do ano passado pelo Governo do Estado para atuar como observador do processo de transição. A reportagem da BandNews FM teve acesso a indicação do governador Cláudio Castro.

O Ministério Público do Rio concordou com a indicação, assim como a SuperVia. O pedido foi aceito pela Justiça do Rio. A remuneração fixada gira em torno de R$ 15 mil.

Paralelamente, o Governo do Rio instaurou um grupo de trabalho para cuidar do processo de transição no final do ano passado, tirando os poderes da Secretaria de Estado de Transportes. Os trabalhos foram centralizados no GT, composto em sua maioria por representantes da Secretaria de Estado de Casa Civil e da Central Logística, braço do Governo.

No início de agosto, a Central Logística deu posse a Oswaldo Dreux, que assumiu a presidência do órgão. Ele já foi o responsável pelo setor regulatório da SuperVia.

Em 2018, Oswaldo Dreux depôs na mesma Comissão Parlamentar de Inquérito da Alerj e disse que foi indicado para entrar no governo em 2011 como assessor da Secretaria da Casa Civil por Cesar Mastrangelo.

Procurado, o Governo do Rio ainda não se posicionou.

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