
Paciente reclama de falta de remédios no hospital Pedro Ernesto
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Uma ouvinte da BandNews FM denuncia a falta de medicamentos na Rio Farmes e a demora na entrega de laudos do Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio.
A paciente, que não quer ser identificada, faz acompanhamento no Hospital desde 2006, quando foi diagnosticada como uma doença autoimune, no qual o organismo produz anticorpos que atacam as plaquetas, que são as células sanguíneas responsáveis pela coagulação. Isso resulta em um baixo nível de plaquetas no sangue, o que pode causar hematomas e sangramentos.
Em dezembro de 2024, ela descobriu um tumor neuroendócrino (TNE) no estômago em um exame de endoscopia digestiva de acompanhamento normal.
No mês de agosto deste ano, a ouvinte realizou um outro exame, segundo ela, de extrema importância para o acompanhamento do desenvolvimento do tumor. Ela aguarda o resultado do laudo até agora.
Foi só encaminhada a imunohistoquímica, pra você saber o grau do seu acompanhamento de câncer, no dia 14/10, onde foi liberado o risco patológico, onde eu descobri que estava com a H. Pylori. Mas desde então, até hoje, desde agosto até hoje, uma imunohistoquímica só foi liberada dia 14/10. De agosto até agora, ele só liberou dia 14/10. E esse laudo de imunohistoquímica demora no máximo 20 dias, que o pessoal lá da anatomia me falou. E já se passaram, de outubro até novembro, mais de 30 dias, e nada dele liberar.
A paciente também relatou preocupação e indignação com a falta de medicação na Rio Farmes, que é responsável por distribuir gratuitamente medicamentos de alto custo para o tratamento de doenças crônicas ou raras.
No caso dela, a medicação que está em falta é o Revolade de 50mg, fundamental para manter a taxa de plaquetas da paciente estável.
Em pesquisa, a reportagem da BandNews FM apurou que cada caixa dessa medicação com 14 comprimidos custa, em média, R$5.000.00, tendo a paciente que usar 2 caixas por mês.
Ela relatou que no mês de novembro esteve no local por 3 vezes e em nenhum deles, a medicação estava disponível.
Aí, esse mês, eu cheguei lá, antes do dia marcado, não recebi o revolade. Eu falei, não recebi o revolade. Aí, ele falou assim, ah, tá em falta. Aí, eu falei, tá bom, quando é que eu posso vir aqui? Ah, vem na próxima quinta. Aí, passou o feriado de novembro e resolvi depois de feriado. Quando eu voltei lá pela primeira vez, ah, continua em falta.Aí, ele falou assim, então você volta semana que vem. Aí, retornei agora, não tinha de novo o remédio, a medicação e ele falou que não tinha prazo pra voltar.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informou que a Superintendência de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (Safie) aguarda a realização de um novo pregão eletrônico para aquisição do medicamento Eltrombopague Olamina 50mg, cujo nome de marca é Revolade.
O pregão realizado recentemente não foi concluído em vista de terem apresentado valores acima do Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).
Procurada, a Assessoria de Imprensa do Hospital Universitário Pedro Ernesto ainda não se posicionou.
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