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Paes afirma que vai flexibilizar regras para quiosques da orla, que poderão ter música ao vivo

Além disso, garrafas de vidro poderão ser vendidas apenas na área dos quiosques

Pedro Dobal
PEDRO DOBAL

27/05/2025 • 11:50 • Atualizado em 27/05/2025 • 11:50

Os proprietários dos estabelecimentos se comprometeram a atuar de forma colaborativa na fiscalização

Os proprietários dos estabelecimentos se comprometeram a atuar de forma colaborativa na fiscalização

Pedro Kirilos/Riotur

Depois de ser alvo de críticas, o prefeito Eduardo Paes anuncia recuos em relação ao decreto que estabelecia uma série de regras para a orla carioca. A medida ocorre após uma reunião com vereadores e representantes de quiosques e barraqueiros.

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Entre as medidas revogadas, está a proibição total de música. Segundo o prefeito, serão mantidas as regras já previstas em lei, que permitem apresentações nos quiosques até 22 horas, com volume máximo de 50 decibéis.

O prefeito Eduardo Paes explica que, em caso de descumprimento, os responsáveis estão sujeitos a multa e até a cassação da licença em caso de reincidência.

No encontro, os proprietários se comprometeram a atuar de forma colaborativa na fiscalização dos estabelecimentos que não seguirem as regras. Segundo o presidente da Orla Rio, João Marcello Barreto, há planos de instalar medidores de ruídos e fazer melhorias acústicas para reduzir o barulho na orla.

Outro recuo anunciado foi em relação à venda de bebidas em garrafas de vidro, que agora será permitida apenas na área dos quiosques.

No caso das barracas, a Prefeitura decidiu permitir a adoção de nomes, desde que seja respeitada uma padronização visual. Antes, o decreto determinava que elas fossem identificadas apenas pelos números. Segundo a proposta apresentada pelos barraqueiros, cada local poderia exibir uma faixa de 40 centímetros de altura e 3 metros de largura com o nome do estabelecimento. Além disso, também será permitido o hasteamento de até uma bandeira.

A medida foi recebida com alívio pelos trabalhadores.

Os demais trechos do decreto devem ser mantidos, como o reforço da proibição do comércio ambulante não autorizado e a ocupação de trechos das praias por cadeiras, guarda-sóis e outras estruturas.

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