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PMs vazavam e simulavam operações subornados por chefes do Comando Vermelho

Esquema foi revelado durante a Operação Contenção Red Legacy; policiais avisavam traficantes antes de ações em favelas

Christiano Pinho
CHRISTIANO PINHO

11/03/2026 • 08:20 • Atualizado em 11/03/2026 • 08:20

Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, e Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”.

Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, e Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão”.

Reprodução

Policiais militares subornados por chefes do Comando Vermelho vazavam ou simulavam operações em favelas dominadas pelo grupo. As informações fazem parte do inquérito que culminou na Operação Contenção Red Legacy, nesta quarta-feira (11).Os PMs, de diferentes unidades nas Zonas Norte e Oeste, atuavam diretamente no repasse de informações e facilitação das atividades da facção.De acordo com a Polícia Civil, em alguns casos os militares chegavam a simular que estavam fazendo operações contra o tráfico, ou seja, avisavam antes os bandidos e fingiam estar mobilizados para combater a organização criminosa. Em outras ocasiões, os PMs vazavam informações privilegiadas sobre ações que iriam ocorrer.As apurações da Operação Red Legacy mapearam os integrantes da facção que se beneficiavam diretamente desse esquema.Entre eles está Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho nas ruas e responsável pelo comando do tráfico em diversas comunidades, como as do Complexo da Penha.Outro investigado é Luciano Martiniano da Silva, conhecido como “Pezão”, que, segundo a polícia, atua na gestão financeira da organização criminosa, controlando recursos obtidos com atividades ilegais.Também é citado no inquérito Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, responsável por executar determinações doa chefes da facção e atuar na articulação de ações operacionais do grupo.No topo da estrutura investigada está Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, considerado um dos chefes do Comando Vermelho há décadas e que, mesmo preso há cerca de 30 anos, ainda exerce influência nas decisões estratégicas da organização criminosa.A Polícia Civil informou que as investigações continuam para aprofundar a responsabilização penal dos envolvidos e ampliar o combate à estrutura do grupo criminoso.

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