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Presos pagariam R$ 200 mil por transferência em Bangu

Relatos apontam negociação por vaga em unidade sem bloqueador de sinal

YASMIN BACHOUR

17/04/2026 • 16:08 • Atualizado em 17/04/2026 • 16:08

Presos pagariam R$ 200 mil por trasnferência de unidade dentro do presídio

Presos pagariam R$ 200 mil por trasnferência de unidade dentro do presídio

Agência Brasil

A Secretaria de Estado de Polícia Penal determina o retorno dos presos que pagaram para conseguir transferência da Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A medida foi tomada nesta sexta-feira (17), após denúncia da BandNews FM.

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De acordo com fontes da reportagem, os presos estariam pagando até R$ 200 mil reais para conseguir transferência para uma unidade em que os bloqueadores de sinal não funcionam.

Segundo os relatos, os detidos estariam negociando com funcionários da Secretaria de Estado de Polícia Penal a realocação para a Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira, também no Complexo de Gericinó.

Entre os envolvidos está Luiz Alberto Santos de Moura, conhecido como Bob do Caju, apontado como um dos chefes do tráfico de drogas no Complexo do Caju, na Zona Portuária do Rio.

A reportagem teve acesso a uma troca de mensagens onde a advogada de um dos presos tenta negociar a transferência para a unidade que ainda não teve os bloqueadores de sinal instalados.

Em setembro do ano passado, a secretaria inicou a instalação dos equipamentos em Bangu 3 e 4. O custo para implementação dos equipamentos nas duas unidades penitenciárias foi de R$ 845 mil.

Somados, o presídio Gabriel Ferreira Castilho e a Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho têm mais 11.800 metros quadrados. O número é quase o mesmo de bloqueadores que foram instalados nessa primeira etapa: 11.897.

A expectativa é que as 49 unidades prisionais ainda recebam o os bloqueadores de sinais.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Penal confirmou a transferência de Bob do Caju, por volta das 10h desta sexta-feira (17), da Penitenciária Jonas Lopes de Carvalho para a Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira.

No entanto, segundo a pasta, após ser identificada a ausência de necessidade administrativa ou justificativa técnica que motivasse a transferência, foi determinado o retorno do preso para unidade de origem.

Ainda em nota, a SEPPEN acrescentou que transferências entre unidades prisionais são procedimentos de rotina e que não há ilegalidade no ato, tendo em vista que as duas unidades comportam o regime fechado.

Já a defesa de Bob do Caju afirmou, também em nota, que o pedido de transferência teve fundamentação jurídica e ressaltou que não compactua com qualquer tipo de ilícito penal

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