
Após trabalhadores serem ameaçados de morte, a companhia passou a usar a garagem da Viação Nossa Senhora de Lourdes, na Penha,a 6,5 quilômetros de distância
Reprodução
Funcionários da Viação VG afirmam que, antes mesmo de a empresa ser forçada a sair da garagem pela ação de traficantes, os criminosos cobravam taxas e usavam até o banheiro do espaço, em Vigário Geral, na Zona Norte do Rio. Após trabalhadores serem ameaçados de morte, a companhia passou a usar a garagem da Viação Nossa Senhora de Lourdes, na Penha,a 6,5 quilômetros de distância.
Um funcionário da Viação VG, que teve a identidade preservada, afirmou à BandNews FMque os motoristas precisavam retirar barricadas instaladas pelo tráfico na Rua Valentim Magalhães, endereço da garagem, para conseguir passar com os veículos.
Os traficantes já estavam entrando nas dependências da empresa, usando os banheiros...Eles queriam que a empresa pagasse um valor semanal. Os traficantes colocaram uma barricada na Rua Valentim Magalhães. Quando os ônibus chegavam, os motoristas tinham que tirar a barricada, passar com ônibus, colocar a barricada no lugar e entrar com ônibus na garagem", disse.
Vigário Geral é um dos bairros na região do Complexo de Israel, chefiado por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. No início do ano, a área foi alvo de disputas entre traficantes do Terceiro Comando Puro e do Comando Vermelho.
Em nota, o sindicato Rio Ônibus, que representa as empresas, declarou que a Viação Nossa Senhora de Lourdes, líder do Consórcio Internorte, está dando o apoio necessário à Viação VG, que passou a ter dificuldades operacionais por questão de segurança pública.
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