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UFRJ aponta poluição grave em rios da Baía da Ilha Grande por esgoto e metais pesados

Estudo revela riscos à saúde e impacto em comunidades nativas da Costa Verde Fluminense

Daniel Henrique
DANIEL HENRIQUE

19/05/2025 • 13:53 • Atualizado em 19/05/2025 • 13:53

Baía da Ilha Grande

Baía da Ilha Grande

João Luiz dos Anjos

Pesquisadores do Laboratório de Microbiologia da UFRJ apontam que pelo menos dez rios que fazem parte da Baía da Ilha Grande, na Costa Verde Fluminense, estão poluídos.

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Durante o estudo, foram coletadas 70 amostras de água dos rios considerados mais importantes da região. A principal forma de poluição identificada foi pelo despejo de esgoto, seja ele tratado ou não, já que havia uma grande concentração de coliformes fecais e do vibrião, bactéria que causa cólera, diarreia e outros sintomas.

Os pesquisadores também identificaram concentrações muito grandes de metais pesados na água desses dez rios, como alumínio, ferro e chumbo. O laboratório aponta que a presença dessas substâncias é causada pela atividade hospitalar, que despeja os resíduos na Baía, e pela atividade náutica na região.

O estudo aponta que a rede de esgoto na Baía da Ilha Grande não acompanhou o crescimento populacional. O número de habitantes passou de 169 mil habitantes para 294 mil em cerca de 10 anos, um aumento de 73,9%. Somente 33% da população total possui tratamento de esgoto.

Ainda existem comunidades indígenas nativas na região, que utilizam os rios para as atividades essenciais, o que, segundo os pesquisadores, alerta para a urgência em medidas que ajudem a contornar a situação.

A reportagem tenta contato com as empresas responsáveis pela coleta e tratamento de esgoto dos municípios de Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba, que abrangem a Baía da Ilha Grande.

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