BandNews fm rio
BandNews FM Rio

Especialistas alertam para infecções sexuais durante período de festa no Rio

Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de casos de infecções por HIV no Brasil, por exemplo, cresceu de 2022 para 2023

Gabriela Morgado
GABRIELA MORGADO

03/03/2025 • 08:53 • Atualizado em 03/03/2025 • 08:53

HIV

HIV

Reprodução

Em meio ao Carnaval, médicos alertam para os cuidados necessários para a prevenção e o combate a Infecções Sexualmente Transmissíveis. Dados do Ministério da Saúde mostram que o número de casos de infecções por HIV no Brasil, por exemplo, cresceu de 2022 para 2023, quando houve mais de 46 mil registros. Só até junho de 2024, foram quase 20 mil casos.

Compartilhar

O aumento foi maior entre os mais jovens, de 15 a 29 anos. Em 2023 e no primeiro semestre de 2024, 40% de todos os casos registrados foram nessa faixa-etária.

A população entre 15 e 29 anos também foi a mais infectada pela sífilis nos últimos dois anos, representando 45%. Foram 11 mil casos entre jovens no primeiro semestre de 2024.

Pâmela Gaspar, coordenadora-geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis lembra que há testes e preservativos oferecidos de forma gratuita. Ela explica que o Ministério da Saúde realiza uma campanha de conscientização e ressalta a importância da prevenção de ISTs, principalmente no período de carnaval.

A gente lançou no dia 26 de fevereiro. Ela {a campanha} está sendo divulgada nas redes sociais, mas também na TV, para que a gente consiga levar essa informação, principalmente o uso de preservativos, manuteção do uso da PrEP, {para} quem está tomando PrEP, e o pós-carnaval, que é se testar sempre, utilizar a PEP, caso tenha acontecido alguma exposição de risco, fazer o tratamento quando diagnosticado.

Marcelo Henrique Silva, médico e autor ((do livro Sangue Neon, romance sobre a luta contra a Aids,)) explica que a maior parte da população mais jovem não teve contato com pessoas que evoluíram para casos graves de ISTs e, por isso, sentem menos medo.

Antigamente, era difícil esconder esse diagnóstico, porque a pessoa acabava evoluindo muito mal. Então, a gente via as pessoas falando mais sobre isso, principalmente os famosos. Hoje, a pessoa pode conviver com o vírus, virou uma doença crônica, como hipertensão, diabetes. Muita gente não gosta de falar mais. Por um lado, é bom as pessoas terem essa opção, mas, por outro, é um assunto que vai voltando a ser um tabu, um assunto pouco falado, pouco conhecido. Isso tem os seus perigos também.

Ainda segundo Marcelo, o poder público pode reforçar ainda mais as ações de conscientização, enquanto os foliões devem buscar mais informações sobre ISTs.

Além da distribuição gratuita de preservativos e de testes em postos de saúde pelo Brasil, unidades do SUS também oferecem PrEP e PEP, medicamentos que podem prevenir a infecção pelo HIV.

Tópicos relacionados