Ciência e Tecnologia

FGV terá centro de pesquisa em Botafogo com galeria de arte focada em IA

A proposta é que a galeria não seja apenas um espaço de exposição, mas um laboratório vivo onde a produção artística e os algoritmos se encontram

Da redação
DA REDAÇÃO

01/02/2026 • 07:27 • Atualizado em 01/02/2026 • 07:27

Entrada prevista pela FGV em Botafogo, no Rio de Janeiro

Entrada prevista pela FGV em Botafogo, no Rio de Janeiro

Divulgação/FGV

Resumo

O projeto da Fundação Getulio Vargas (FGV) prevê a criação de um centro de pesquisa e cultura em Botafogo, Rio de Janeiro, com revitalização de um imóvel de seis pavimentos para abrigar iniciativas em inteligência artificial e ciência de dados.

A disputa judicial envolvendo o Grupo Sendas foi superada, e o prédio será dividido estrategicamente: subsolo para áreas técnicas e supercomputadores, térreo para galeria de arte com IA aberta ao público, biblioteca e café, e demais andares para centros de estudo e pesquisa acadêmica.

A atuação da FGV em Botafogo já conta com espaços como a galeria de experimentação artística e o "Cubo de Inovação" da Escola de Comunicação, consolidando o bairro como polo de inovação cultural e tecnológica, com exposições e pesquisas sobre o impacto da IA na arte e comunicação.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) anunciou um ambicioso projeto para expandir sua presença no Rio de Janeiro com a criação de um novo centro de pesquisa e cultura em Botafogo. O plano prevê a revitalização de um imóvel de seis pavimentos que, por cerca de cinco décadas, abrigou unidades de supermercados. Agora, o espaço será transformado em um polo tecnológico voltado para o futuro da inteligência artificial e da ciência de dados.

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O imóvel foi alvo de uma recente disputa judicial com o Grupo Sendas, mas o projeto da fundação já detalha uma ocupação estratégica dos andares. No subsolo, o foco será a infraestrutura pesada: o local abrigará áreas técnicas preparadas para receber supercomputadores, conectando a pesquisa acadêmica de ponta à prática tecnológica.

Arte e tecnologia no térreo

Um dos grandes diferenciais do novo prédio será a Galeria de Arte com Inteligência Artificial, localizada no andar térreo. O espaço será aberto ao público e contará também com uma biblioteca e um café, servindo como ponto de encontro entre a comunidade acadêmica e os moradores da região.

A proposta é que a galeria não seja apenas um espaço de exposição, mas um laboratório vivo onde a produção artística e os algoritmos se encontram. Os demais andares do edifício serão dedicados a centros de estudos, salas de pesquisa e uma cobertura para atividades acadêmicas diversificadas.

FGV consolida Botafogo como hub cultural e de inovação

O novo centro reforça a atuação da fundação, que já possui iniciativas sólidas na intersecção entre arte e tecnologia no bairro. Localizada na Praia de Botafogo, 186, a galeria de experimentação artística está atualmente com a exposição "Adiar o fim do mundo". Com curadoria de Ailton Krenak e Paulo Herkenhoff, a mostra fica em cartaz até 21 de março de 2026 e propõe reflexões sobre filosofia e ancestralidade.

A Escola de Comunicação, Mídia e Informação utiliza seu "Cubo de Inovação" para pesquisar o impacto da IA generativa na cultura visual, realizando experimentos práticos que investigam como as novas tecnologias moldam a comunicação contemporânea. A chegada do novo centro de pesquisa amplia esse ecossistema, transformando um antigo ponto comercial em um dos endereços mais tecnológicos da capital fluminense.