Carta de Flávio Bolsonaro é tratada como 'piada e delírio' por governistas
Em documento divulgado nesta quarta-feira, parlamentar se autodeclara 'presidente eleito do Brasil' sem provas de fraude
A carta de Flávio Bolsonaro (PL), divulgada nesta quarta-feira (28), foi tratada como "piada e delírio" pelos governistas. Na avaliação de parlamentares da base e ministros de estado, a intenção é "tentar prejudicar o governo e gerar repercussão com líderes da direita mundial".
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Nos bastidores, o Planalto trata a nota como "oficialização de uma conspiração contra o Brasil".
Em sua primeira declaração oficial após deixar o Brasil, o parlamentar se autoproclamou o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e alegou, sem apresentar nenhuma prova, ter sido vítima de fraude no segundo turno das eleições presidenciais. Na sequência, ele mudou a carta e se declarou "líder do Brasil" ao invés de "presidente eleito".
Houve críticas também de setores do Centrão. Deputados e senadores do bloco disseram que ele deveria estar no país, comandando a oposição após receber cerca de 60 milhões de votos. Parlamentares afirmaram ainda que a carta "dificulta a possibilidade do Brasil virar a página após uma eleição apertada".
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No PL, o comando da bancada disse que "entende a preocupação de Flávio", ressaltou que "não foi consultado" sobre a nota, mas muitos parlamentares relataram que "a carta não ajuda" no momento político atual.
Outros afirmaram que Flávio está certo e a intenção é fazer com que os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, não reconheçam a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
