Moraes iria defender condução em inquérito em pronunciamento que cancelou
Ministro apresentaria dados, informações e uma cronologia do inquérito, com uma espécie de linha do tempo

O ministro Alexandre de Moraes faria uma defesa de sua condução no inquérito das fake news durante pronunciamento que marcou e desmarcou em seguida, que estava previsto para a manhã desta quinta-feira (10). Na ocasião, ele apresentaria dados, informações e uma cronologia do inquérito, com uma espécie de linha do tempo.
Continua depois da publicidade
A reportagem da Band apurou que, na avaliação dele, é que não houve abuso de poder nos sete anos em que o processo está aberto. Mas o ministro desistiu de fazer a declaração.
A avaliação interna é que o pronunciamento, nesta quinta-feira, o fragilizaria. Ele deve fazer a declaração mais para frente, a depender do desenrolar da crise sem precedentes que atinge a Suprema Corte.
Entenda
O gabinete do ministro Alexandre de Moraes anunciou na manhã desta quinta-feira que ele faria um pronunciamento às 11h. No entanto, minutos depois, confirmaram o cancelamento da declaração, que será remarcada para "data oportuna".
Continua depois da publicidade
O pronunciamento aconteceria aconteceria um dia depois do ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte, retirá-lo da relatoria do inquérito das fake news, em mais um capítulo da crise sem precedentes que atinge o tribunal.
Edson Fachin marcou para 15 de setembro uma sessão no plenário da Corte para decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master. Vorcaro está preso atualmente.
O inquérito foi aberto pela Corte em março de 2019 e continua em andamento. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a medida como forma de combater a veiculação de notícias que atingiam a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes.
Continua depois da publicidade
Crise entre ministros
A decisão de Fachin ocorre durante uma crise protagonizada por Moraes e o ministro André Mendonça. Na semana passada, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News.
O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.
Dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da PF que trazia mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. O dono do Banco Master é alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master, e está preso atualmente.
Continua depois da publicidade
Nesta quarta, Fachin determinou a retirada da investigação contra Mendonça do inquérito das fake news. Todo seu conteúdo foi remetido ao próprio presidente da Corte.
