PL tem clima de indignação por ida de Flávio aos EUA: “Enfraquece a direita”
Bolsonaristas ouvidos pela reportagem entendem que a fuga enfraquece o partido
Dirigentes e parlamentares estão insatisfeitos com a confirmação da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil rumo aos Estados Unidos, ocorrida nesta terça-feira (27). Apuração da Band confirma que o clima entre aliados próximos do candidato derrotado à Presidência é de indignação com a atitude do senador na sede da legenda, em Brasília.
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Bolsonaristas ouvidos pela reportagem entendem que a fuga enfraquece o partido, que acaba de conseguir maioria esmagadora no Congresso nacional nas eleições de primeiro turno - foram 121 eleitos para a Câmara, a maior de todas as bancadas, e mais 19 ao Senado, somando agora 28 no total.
Os aliados ainda dizem que a atitude de Flávio "enfraquece a direita do país". Esses interlocutores acreditem que a presença de Flávio em Brasília é considerada estratégica para a articulação política do partido e para a formação da oposição ao governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Viagem aos EUA e relatos de pedido de asilo
Pessoas ligadas à família do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmam que o parlamentar deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos nesta terça-feira (27). Conforme esses relatos, ele teria feito um pedido de asilo político ao ex-presidente americano Donald Trump. As mesmas fontes apontam que a previsão de chegada de Flávio a Miami seria por volta das 17h.
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Passaportes cancelados
A Polícia Federal cancelou os passaportes de Flávio Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (27) após o fim do prazo dado para a entrega dos documentos. A instituição vai oficiar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o não cumprimento da decisão judicial, que expirou às 11h.
A decisão para reter seus passaportes - comum e diplomático - é de Moraes, baseada em uma fala de Eduardo Bolsonaro, do último dia 23, de que teria aconselhado o irmão a deixar o país caso perdesse a eleição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro do STF também o proibiu de deixar o país e vedou qualquer contato de Flávio com o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar investigado por lavagem de dinheiro.
