Lula dá guinada histórica para tapar buraco da segurança pública
Em entrevista, presidente defende a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em caso de crimes hediondos
Após a votação da PEC da Segurança Pública, que deve unificar e ampliar diferentes serviços de defesa no Brasil, ter sido adiada para depois do segundo turno das Eleições 2026, o presidente e candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu, durante uma entrevista, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. A mudança valeria em caso de crimes hediondos, como homicídio e estupro. Segundo a colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo, o posicionamento marca uma nova fase na campanha do presidente.
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Mônica destaca que, segundo pesquisa Datafolha, cerca de 20% dos brasileiros afirmam que a segurança pública é o pior problema do país, à frente de outros temas como saúde, economia e corrupção. A título de comparação, em abril do ano passado, apenas 7% da população afirmava que a defesa brasileira deveria ser considerada a principal lacuna do governo, o que, segundo Mônica, exigiu que Lula e a campanha petista voltassem atrás nos próprios posicionamentos.
Historicamente, a colunista relembra que o governo Lula e o PT sempre buscou abordar as “causas” antes das “consequências” em temas relacionados a violência, preferindo abordagens mais sociais e a longo prazo em meio ao combate ao crime do que o chamado “populismo penal”, em que o governo criaria punições mais severas e de curto prazo apenas para responder os apelos da opinião pública.
Quando retornar para a pauta no Plenário, a proposta de emenda à Constituição deverá passar por, pelo menos, 49 senadores em dois turnos de votação. A PEC deve promover a integração entre às polícias federais e estaduais, a criação de um fundo nacional para Segurança Pública e maiores investimentos no combate ao crime organizado.
