Banco Central libera pix automático em contas-salário a partir de 2027
BC altera regulamentação e autoriza o uso da ferramenta para pagamentos de salários

O Banco Central (BC) anunciou uma alteração importante nas normas do Pix que vai impactar a rotina financeira de milhões de trabalhadores. A partir de 1º de julho de 2027, o Pix Automático passará a ser permitido em contas-salário, modernizando o formato de pagamento de despesas recorrentes e reduzindo a burocracia na gestão do orçamento doméstico.
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Atualmente, as contas-salário possuem forte restrição de movimentação: o formato tradicional exige que o valor depositado pelo empregador seja integralmente sacado ou transferido para uma conta corrente de mesma titularidade antes que o cidadão possa honrar compromissos fixos. Com a nova regulamentação, o cenário muda, permitindo que o titular autorize débitos automáticos recorrentes — como mensalidades escolares, planos de saúde, academias, serviços de streaming, internet e telefonia — diretamente na modalidade.
Recentemente, o governo sancionou a lei que autoriza também o pix pensão.
O que continua proibido?
Apesar da flexibilização para o pagamento de contas, o Banco Central manteve o rigor quanto ao recebimento de valores. As contas-salário continuarão impedidas de receber transferências comuns via Pix de terceiros.
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As únicas exceções permitidas para entradas de recursos nessa modalidade permanecem sendo:
- Os repasses de pagamentos efetuados pela Secretaria do Tesouro Nacional;
- As devoluções de transações anteriores.
Controle e segurança
O Pix Automático na conta-salário seguirá os mesmos padrões de criptografia e segurança já consolidados no ecossistema de pagamentos instantâneos. Nenhuma cobrança poderá ser efetivada sem o consentimento prévio e explícito do trabalhador, que terá autonomia total para gerenciar, pausar ou cancelar as autorizações de débito diretamente pelo aplicativo da instituição financeira.
A medida integra um pacote mais amplo de atualizações normativas divulgado pelo BC, que busca otimizar ferramentas de pagamento, aprimorar a experiência do usuário e reforçar os mecanismos de prevenção a fraudes no sistema financeiro nacional.
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