Economia

Exportações de vinho e espumante do Brasil crescem 23,7% no 1º semestre

Setor faturou US$ 6,79 milhões entre janeiro e junho com vendas para 79 países, impulsionado pela diversificação de mercados no exterior

3 min

05/08/2026 05:30 • Atualizado há 34 dias

Exportações de vinho e espumante do Brasil crescem 23,7% no 1º semestre

As exportações brasileiras de vinhos e espumantes atingiram US$ 6,79 milhões no primeiro semestre de 2026, o que representa uma alta de 23,73% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados acompanhados pelo projeto Wines of Brazil mostram que os embarques alcançaram 79 países entre janeiro e junho, consolidando a expansão da vitivinicultura nacional no mercado internacional.

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No primeiro semestre de 2025, o faturamento do setor com as vendas externas havia somado US$ 5,49 milhões. O crescimento de 20,4% no número de destinos atendidos reflete o esforço do setor para diversificar compradores e reduzir riscos comerciais no exterior.

O gerente de Promoção para Mercado Externo do Consevitis-RS, Rafael Romagna, avalia que os números indicam uma evolução consistente do posicionamento do produto brasileiro no cenário global. Segundo ele, a presença em feiras internacionais, rodadas de negócios e o amadurecimento das estratégias comerciais das vinícolas ampliam a visibilidade e a competitividade do vinho nacional no exterior.

Embora os espumantes sigam como o principal cartão de visitas da vitivinicultura brasileira no exterior, os vinhos tranquilos registraram um ritmo de crescimento superior na primeira metade do ano.

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As vendas de vinhos subiram 24,66% no período, alcançando US$ 5,61 milhões. No mesmo intervalo, os embarques de espumantes cresceram 19,50%, totalizando US$ 1,18 milhão.

Para Romagna, esse desempenho demonstra que o reconhecimento internacional conquistado pelos espumantes começou a se estender também para as demais categorias de bebidas. Ele ressalta que, embora os espumantes continuem abrindo portas em diferentes mercados, aumenta o interesse do consumidor global por rótulos que traduzam a diversidade e a autenticidade da produção brasileira.

A busca internacional por bebidas capazes de contar histórias e expressar o seu território de origem beneficia o setor produtivo do país. O conceito de terroir — a combinação única de solo, clima e manejo agrícola que dá identidade ao vinho — ganha espaço nas negociações.

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Vinhos de inverno e vinhos tropicais

O Brasil reúne três modelos distintos de vitivinicultura: a produção em regiões tradicionais, os vinhos de inverno e os vinhos tropicais. Essa diversidade amplia a capacidade das empresas de atender a diferentes perfis de consumidores. Outro diferencial no Hemisfério Sul é a consolidação da primeira Denominação de Origem específica para espumantes, um selo oficial que atesta a procedência e garante os padrões de qualidade da região produtora.

O projeto Wines of Brazil é desenvolvido pelo Consevitis-RS em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e apoia 19 vinícolas exportadoras. Essas empresas representam 60,81% das vinícolas brasileiras que vendem para o exterior e concentram 65,83% de todas as vendas externas de espumantes do país.

Entre 2024 e 2025, as ações estratégicas do projeto geraram cerca de US$ 21,5 milhões em oportunidades de negócios. As iniciativas incluem a participação em eventos mundiais do setor, como a Wine Paris, a ProWein Düsseldorf e a Vinexpo America, além de missões comerciais realizadas no Brasil.

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A estratégia do setor busca fortalecer mercados consolidados e prospectar novos destinos, como a Rússia, que passou a receber atenção especial das vinícolas. Para os próximos anos, os países prioritários incluem Estados Unidos, China, Reino Unido, México e Paraguai, além do monitoramento de oportunidades no Japão e nos Emirados Árabes Unidos.

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