Resumo
A produção de vinhos finos e espumantes no Distrito Federal destaca-se nacional e internacionalmente, impulsionada por técnicas inovadoras e pelo potencial das uvas cultivadas no Cerrado, consolidando a região como referência no setor vinícola brasileiro.
O lançamento do primeiro vinho 100% brasiliense, batizado de “Seu Claudino” em 2021, evidencia a importância da tradição familiar na viticultura local, com protagonismo de produtores como Ronaldo Triacca.
A adoção da técnica da dupla poda, desenvolvida pelo engenheiro Murilo de Albuquerque Regina, viabiliza a colheita durante o inverno seco, favorecendo a qualidade das uvas e resultando em vinhos premiados internacionalmente, como o “Seu Claudino”, além de ampliar a produção local para cerca de 25 mil garrafas anuais.
O vinho, bebida milenar presente em celebrações e rituais desde a Grécia antiga, ganha nova casa no cerrado brasileiro. Com o avanço das técnicas e o reconhecimento internacional, o Distrito Federal consolida-se como referência na produção de vinhos finos e espumantes, celebrando sabores e conquistas neste fim de ano. Eles estão ganhando destaque nacional e internacional, impulsionados por técnicas inovadoras e pelo potencial das uvas cultivadas no Cerrado. A região, antes pouco associada à viticultura, conquistou espaço na rota dos vinhos finos brasileiros e agora celebra conquistas importantes no cenário global.
O primeiro vinho 100% brasiliense foi lançado em 2021. Segundo Ronaldo Triacca, produtor local, o vinho recebeu o nome “Seu Claudino” em homenagem ao pai e para também, ressaltar a importância da família na tradição vinícola.
A produção de vinhos no Cerrado se tornou viável graças à técnica da dupla poda, desenvolvida pelo engenheiro agrônomo Murilo de Albuquerque Regina. O método consiste em podar as videiras em setembro, descartando os cachos dessa primeira poda, e realizar uma segunda colheita em fevereiro. Assim, a colheita ocorre durante o inverno seco, favorecendo o desenvolvimento das uvas. “Para que a videira viate floreça e produza cachos no período de clima seco aqui no Distrito Federal”, explicou o engenheiro Murilo Gracioli.
O processo de produção começa nos parreirais, com a colheita e seleção das uvas. São 11 variedades de uvas finas cultivadas na região, sendo a principal delas a acirrar. Após a fermentação em tanques de aço inox, o vinho amadurece em barricas de madeira, o que influencia aroma, textura e cor da bebida.
A qualidade dos vinhos brasilienses tem sido reconhecida em importantes concursos internacionais. Em 2020, o vinho Seu Claudino conquistou medalha de bronze em um concurso realizado em Londres e, neste ano, a premiação aconteceu em um dos mais disputados concursos do mundo, realizado na França. Aproximadamente 25 mil garrafas foram produzidas, evidenciando o crescimento e o potencial do mercado local.
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