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Fim do ano: frango fica mais barato e carnes bovina e suína sobem

Enquanto concorrentes sobem de preço com festas de fim de ano, proteína avícola recua; Cepea prevê mercado lento nas próximas semanas

Da redação
DA REDAÇÃO

19/12/2025 • 15:59 • Atualizado em 19/12/2025 • 15:59

Frango natalino é opção mais econômica

Frango natalino é opção mais econômica

Canva

Resumo

Levantamento do Cepea aponta queda nos preços da carne de frango em dezembro, enquanto carnes bovina e suína registram altas devido à maior demanda nas festas de fim de ano, tornando o frango uma opção mais econômica para o consumidor fora das celebrações principais.

Sazonalidade do mercado favorece carnes de maior valor agregado como peru, chester e cortes nobres suínos e bovinos, reduzindo o consumo do frango comum, o que leva à desvalorização da proteína avícola e amplia a diferença de preços em relação às demais proteínas animais.

Perspectiva para o produtor indica manutenção do cenário de baixa até o fim das festas, com estoques altos e vendas lentas, enquanto a recuperação dos preços do frango deve ocorrer apenas após o retorno da rotina familiar em janeiro, consolidando o frango como proteína básica no orçamento doméstico.

A carne de frango está na contramão das principais proteínas animais neste mês de dezembro. Enquanto a carne bovina e a suína registram altas expressivas de preço impulsionadas pelas festas de fim de ano, a proteína avícola apresenta desvalorização no mercado interno. O cenário, apontado em levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), amplia a competitividade do frango, tornando-o uma opção ainda mais atraente para o bolso do consumidor que busca economizar fora da ceia principal.

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Segundo os pesquisadores, essa disparidade de preços é um movimento típico da sazonalidade. Nesta época, a atenção do consumidor se volta para produtos específicos das celebrações, como o peru, o chester e cortes nobres suínos (lombo, pernil) e bovinos (para o churrasco). Como resultado, a demanda pelo frango de "dia a dia" — como o filé de peito ou a coxa — arrefece, forçando as cotações para baixo, enquanto os concorrentes surfam na alta da procura.

O fator "fim de ano"

A dinâmica do mercado em dezembro é cruel para o avicultor de corte, mas benéfica para o orçamento doméstico. A migração do consumo é quase imediata.

Pesquisadores do Cepea explicam que o fraco desempenho da carne de frango in natura já era esperado. O consumidor médio tende a gastar mais com as chamadas aves natalinas, produtos que possuem maior valor agregado e apelo festivo.

Ao mesmo tempo, as carnes suína e bovina ganham espaço. A carne de porco é tradicional nas mesas de Ano Novo, e a carne bovina é a protagonista das confraternizações e churrascos de verão. Com a demanda aquecida nessas frentes, os preços sobem, deixando o frango comum "isolado" com preços mais baixos.

Competitividade em alta

Para o consumidor que precisa equilibrar as contas entre os gastos extras de dezembro e janeiro (IPVA, IPTU, material escolar), a notícia é positiva. O "gap" (diferença) de preço entre o frango e a carne bovina aumentou.

Com a arroba do boi gordo valorizada e o varejo repassando esses custos, a carne vermelha pesa mais no orçamento. Assim, a carne de frango se consolida como a proteína de entrada, fundamental para a segurança alimentar e para o dia a dia das famílias brasileiras, mesmo que perca o protagonismo na noite de Natal.

Perspectivas de curto prazo

Para quem produz, no entanto, o sinal é de alerta. Agentes do setor consultados pelo Cepea indicam que não há expectativa de reversão desse quadro no curtíssimo prazo.

A previsão é de que o mercado siga lento nas próximas semanas. Com os estoques abastecidos e a saída do produto menos fluida, as cotações devem permanecer enfraquecidas até a virada do ano.

A retomada de preços para o frango costuma ocorrer apenas após o fim do período de festas, quando a rotina das famílias se normaliza e a procura pela proteína básica volta a crescer.

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