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Preço do feijão carioca cai com 3ª safra, mas feijão-preto segue em alta

Entrada da nova safra pressiona cotações do feijão carioca no campo, enquanto menor oferta do feijão-preto mantém preços elevados

Por Redação
REDAÇÃO

20/07/2026 • 12:24 • Atualizado em 20/07/2026 • 12:25

Preço do feijão carioca cai com 3ª safra

Preço do feijão carioca cai com 3ª safra

Sebastião de Araújo/Embrapa

A entrada gradativa da terceira safra no mercado nacional pressiona os preços do feijão carioca, que registram tendência de queda nas cotações praticadas no campo. A análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o aumento na oferta do produto amplia a postura cautelosa dos compradores, reduzindo os valores negociados diretamente com os produtores.

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Por outro lado, o mercado do feijão-preto apresenta um comportamento oposto no mesmo período. A confirmação de uma produção menor na safra atual sustenta o patamar dos preços, impedindo recuos significativos.

No entanto, os pesquisadores do Cepea ressaltam que a intensidade da demanda consumidora ainda impõe limites para movimentações mais expressivas de valorização desse tipo de grão.

Impacto da oferta no campo e repasse de preços ao varejo

O cenário econômico no setor produtivo revela um descompasso entre os valores negociados no campo e os praticados nas prateleiras dos supermercados.

Enquanto a cotação paga aos produtores de feijão carioca reflete imediatamente o avanço do volume colhido na terceira safra, a ponta final da cadeia consumidora ainda absorve os custos de ciclos anteriores.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o varejo continua a repassar ao consumidor final as altas acumuladas ao longo da primeira e da segunda safras do ano.

Esse ajuste gradual no comércio varejista faz com que a queda verificada no campo demore mais tempo para ser percebida diretamente na ponta das vendas.

A expectativa de agentes do setor do agronegócio é que a regularização da oferta com a consolidação da terceira safra possa estabilizar o fluxo do abastecimento interno, alinhando as cotações entre o atacado e o varejo nos próximos meses.