
Preço do milho sobe em algumas regiões e cai em áreas produtoras
Jonas Oliveira/SEAB
Os preços do milho apresentam comportamentos divergentes entre as diferentes praças agrícolas acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto os valores cobrados pelo cereal sobem em determinadas localidades do país, registros de queda nas cotações são computados nas principais áreas produtoras.
A elevação nos preços verificada em certas regiões é explicada por dois fatores centrais: a postura retraída adotada por parte dos vendedores e o ritmo ainda lento do início da colheita da segunda safra.
Em contrapartida, nas regiões onde os trabalhos de campo avançam com maior intensidade, o aumento imediato na oferta disponível recua as cotações praticadas entre os agentes do setor.
Comportamento dos compradores e expectativa para os estoques
A dinâmica de negociação no mercado físico demonstra estratégias distintas por parte dos consumidores industriais e compradores do grão. De acordo com os pesquisadores do Cepea, uma parcela do mercado consumidor permanece atenta às oportunidades pontuais de negócios, monitorando as oscilações diárias.
Outro grupo de compradores atuou de forma mais intensa no início da semana passada, oferecendo valores mais firmes para garantir o abastecimento e manter os estoques em níveis confortáveis.
Contudo, a expectativa predominante entre esses agentes é de que a disponibilidade do cereal aumente de forma expressiva ao longo das próximas semanas, o que deve pressionar os preços domésticos para baixo.
No estado de São Paulo, os produtores e vendedores mantêm a postura de retração. A estratégia da ponta vendedora paulista consiste em aguardar o avanço efetivo das máquinas no campo para negociar lotes e volumes maiores de milho no mercado.
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