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Reino Unido avalia sistema brasileiro de controle de antimicrobianos

Governo britânico realizará avaliação independente das cadeias produtivas de aves e bovinos do Brasil; decisão final sobre importações fica para o final de 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

17/07/2026 • 15:08 • Atualizado em 17/07/2026 • 15:08

Gado brasileiro será avaliado por autoridades britânicas

Gado brasileiro será avaliado por autoridades britânicas

Tony Oliveira/Trilux

O Reino Unido decidiu não seguir a União Europeia na suspensão imediata das importações de carnes do Brasil a partir de 3 de setembro. Diferente do bloco europeu, que estabeleceu restrições rigorosas, o governo britânico optou por conduzir sua própria avaliação sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal brasileira.

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A informação foi comunicada à Associação Internacional de Comércio de Carne (IMTA) após reunião nesta sexta-feira (17) com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra).

Segundo o documento, o Reino Unido avaliará os sistemas brasileiros de forma independente, considerando a complexidade distinta entre as cadeias produtivas de aves e de bovinos — esta última com um ciclo de vida mais longo, o que torna o processo de controle mais desafiador.

Prazos e expectativas

A avaliação britânica sobre o novo sistema brasileiro de controle de antimicrobianos, anunciado pelo Ministério da Agricultura em 1º de julho, deve ser concluída até dezembro de 2026. Somente a partir dessa data o Reino Unido tomará uma decisão sobre a capacidade do sistema brasileiro em garantir a rastreabilidade de antibióticos na produção de frangos e bovinos.

Caso o governo britânico conclua que as cadeias produtivas não oferecem as garantias sanitárias exigidas, a importação desses produtos será proibida a partir de fevereiro de 2027. Além disso, a IMTA ressalta que o Reino Unido deve se alinhar totalmente às regras da União Europeia para controle de antimicrobianos a partir de meados de 2027, quando entrará em vigor um novo acordo sanitário e fitossanitário entre as partes.

A expectativa do setor é de que o governo brasileiro intensifique as negociações com as autoridades europeias para tentar reverter o cenário e apresentar garantias técnicas que assegurem a manutenção dos embarques.