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Brasil se consolida como o segundo maior produtor de leite do mundo

A produção nacional gira em torno de 33 bilhões de litros de leite por ano; inovação e tecnologia permitiram salto na captação de leite

Da redação
DA REDAÇÃO

13/07/2026 • 11:41 • Atualizado em 13/07/2026 • 11:41

O Brasil se consolida como uma das maiores potências mundiais na produção de leite, com números que impressionam e desafios que exigem constante adaptação do setor. Com uma produção nacional que se aproxima dos 33 bilhões de litros por ano, o país detém o segundo maior rebanho leiteiro do mundo, atrás apenas da Índia, e já ocupa a terceira colocação no ranking global de produção.

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A relevância do setor foi destacada recentemente durante a celebração do Dia Nacional do Produtor de Leite, no último domingo, 12 de julho. A data reconhece a importância econômica e social dos pecuaristas e produtores brasileiros, além de chamar atenção para as transformações vividas pelo segmento.

O produtor Roberto Young analisou o atual cenário da cadeia produtiva e os desafios enfrentados nos últimos anos. Segundo ele, o setor passa por um processo inevitável de profissionalização e aumento de escala, fenômeno já observado em outros países.

Young destacou que, embora haja uma exclusão de parte dos produtores considerados amadores, a produção nacional atingiu níveis recordes de crescimento, especialmente após um período de estabilidade entre 2014 e 2024. “Temos recordes de crescimento da produção, o que não acontecia nesses níveis de 7 a 8 por cento de crescimento anual desde os anos 1970”, ressaltou. Segundo o produtor, esse avanço voltou a se intensificar nos últimos anos: “A produção retornou com crescimento recorde nunca visto antes aqui no leite do Brasil”.

No entanto, o cenário também é marcado por desafios, principalmente para pequenos e médios produtores. Young estima que, nos últimos 10 anos, cerca de 200 mil produtores deixaram a atividade, refletindo a necessidade de adaptação diante das novas exigências do mercado. Mesmo assim, ele enfatiza que o tamanho da propriedade não é determinante para o sucesso. “Eu não acredito que tenha que ser uma grande propriedade. Pode ser uma pequena propriedade com altos índices de produtividade, as melhores produzindo na faixa aí de 40 a 50 mil litros de leite por hectare ano, o que mostra que o leite não precisa de grandes áreas para ser um grande produtor”, avaliou.

O produtor também relembrou que o setor enfrentou restrições históricas, como o controle de preços até a década de 1990, o que dificultou o desenvolvimento do segmento. Hoje, com maior liberdade de mercado e incentivo à profissionalização, há mais espaço para investimentos e crescimento sustentável. “Esses produtores são muito mais profissionais e hoje existe visibilidade de investimento, existe horizonte para que as fazendas cresçam. Isso está acontecendo”, afirmou.

Atualmente, o número de produtores no país gira em torno de 300 mil, de acordo com Young, número significativamente menor do que o registrado em décadas anteriores, mas com maior profissionalização e produtividade.

Para enfrentar os desafios do setor, iniciativas de capacitação têm sido fundamentais. O sistema CNA/Senar, por exemplo, oferece cursos gratuitos de capacitação na área de bovinocultura de leite, abrangendo desde minicursos online até assistência técnica e gerencial nas propriedades. Os cursos técnicos, reconhecidos pelo MEC, incluem áreas como nutrição e manejo animal, e têm como objetivo preparar os produtores para aumentar a produtividade e melhorar o manejo dos rebanhos.

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