Macroeconomia

Bolsa recua mais de 18% na semana e tem 5ª maior queda desde o Plano Real

Apesar do estresse da semana, o indicador preserva saldo positivo no acumulado do ano, com alta de 4,22%

2 min

30/10/2026 19:46 • Atualizado há 1 hora

Bolsa recua mais de 18% na semana e tem 5ª maior queda desde o Plano Real

Painel na sede da B3, em São Paulo, mostra reação do mercado financeiro

REUTERS/Jean Carniel

O Ibovespa encerrou a semana nesta sexta-feira (30) com uma forte reprecificação dos ativos brasileiros, acumulando um recuo de 18,12%. Trata-se da maior desvalorização semanal do principal índice da B3 desde março de 2020, período marcado pelo estouro da pandemia de Covid-19, e o quinto pior resultado semanal do indicador desde a implementação do Plano Real, em 1994, segundo a consultoria Elos Ayta.

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O movimento no mercado financeiro reflete a reação imediata dos investidores e a volatilidade decorrente dos desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além do avanço do cenário de incertezas em relação às diretrizes da futura condução da política econômica do país, o que também afetou o fechamento do dólar nesta sexta.

A desvalorização após o segundo turno das eleições iguala, com duas casas decimais, a queda registrada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001, segundo os dados do levantamento.

A pressão sobre a renda variável acelerou logo após o resultado do segundo turno das eleições. Na segunda-feira (26), as negociações na Bolsa precisaram ser interrompidas temporariamente pelo disparo do circuit breaker, mecanismo acionado em momentos de forte estresse do mercado, após o indicador despencar quase 14% em um único pregão.

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O ritmo de perdas prosseguiu ao longo da semana, culminando no quinto recuo diário consecutivo registrado nesta sexta-feira (30), quando o índice fechou em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos.

Com a sequência de pregões no vermelho, o Ibovespa encerrou o mês de outubro com desvalorização acumulada de 9,88%, a maior perda mensal da Bolsa brasileira desde junho de 2022. Apesar do estresse recente acumulado no mês e na semana, o indicador ainda preserva um saldo positivo no acumulado do ano, registrando alta de 4,22%.