Nervosismo na Bolsa não impacta vida real, afirma ex-secretário da Fazenda
José Roberto Mendonça de Barros avalia que mercado financeiro se precipitou em apostar na vitória de Flávio Bolsonaro
O economista e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros, afirma que o movimento no mercado financeiro nesta segunda-feira (26) após a eleição é um “estouro inicial” de reacomodação das apostas feitas na vitória de Flávio Bolsonaro. Na manhã após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no 2º turno, a Bolsa de Valores de São Paulo caiu mais de 16% na abertura do pregão e interrompeu a negociação de ações.
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Segundo o sócio-fundador da MB Associados, projeções foram feitas prevendo a vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e agora há uma reversão “apressada” de apostas feitas anteriormente.
José Roberto Mendonça de Barros diz não acreditar que o dólar mantenha o patamar acima dos R$ 5,50 e deve voltar ao nível de R$ 5,20. Caso a projeção se mantenha, o economista aponta que não haverá pressão inflacionária.
“É uma explosão da abertura dos mercados. Não tenho dúvida de que o mercado financeiro vai se acomodar e isso não vai impactar a vida das pessoas. O preço dos alimentos é mais impactado pelo El Niño do que pelo mercado”, afirma Mendonça de Barros.
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Em entrevista à BandNews FM, o economista demonstrou calma com os acontecimentos na bolsa de valores e disse acreditar em uma acomodação de expectativas.
“Não tenho dúvidas que a expectativa de inflação siga alta para o futuro, mas isso não tende a permanecer. O governo precisa apresentar a equipe econômica e quanto antes ocorrer, melhor será para ancorar as expectativas”, complementa o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda
O presidente Lula ainda não deu indicações de quem será o novo ministro da Fazenda, mas com a promessa de mais gastos sociais, as contas públicas estão sob pressão e é tema de preocupação com o mercado financeiro.
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José Roberto Mendonça de Barros afirma que neste momento, mais do que medidas de economia nas contas públicas, um nome com credibilidade para indicar um ajuste financeiro é mais importante para acalmar o mercado.
