Economia

Alan Greenspan, ex-presidente do Banco Central dos EUA, morre aos 100 anos

Economista liderou o Federal Reserve por quase duas décadas e se tornou uma das figuras mais influentes da política monetária dos Estados Unidos, deixando um legado marcado por elogios e críticas

Da redação
DA REDAÇÃO

22/06/2026 • 09:38 • Atualizado em 22/06/2026 • 09:39

Alan Greenspan

Alan Greenspan

REUTERS/Lucas Jackson

O economista norte-americano Alan Greenspan morreu nesta segunda-feira (22), aos 100 anos. A informação foi confirmada à NBC News por sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell, que informou que a causa da morte foram complicações decorrentes da doença de Parkinson.

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Greenspan comandou o Federal Reserve por quase duas décadas, entre 1987 e 2006, durante os governos de quatro presidentes americanos. Considerado uma das figuras mais influentes da política econômica dos Estados Unidos, ele liderou o banco central em períodos marcantes, como a expansão econômica dos anos 1990, o estouro da bolha das empresas de tecnologia e os desdobramentos dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Em comunicado divulgado à imprensa, Andrea Mitchell afirmou que Greenspan morreu em casa e destacou sua importância para a economia americana. “Ele ajudou a moldar a economia dos Estados Unidos por décadas sob presidentes de ambos os partidos”, disse.

Apesar do reconhecimento por sua atuação à frente do Fed, Greenspan também foi alvo de críticas após a crise financeira global de 2007 e 2008. Analistas e órgãos de investigação apontaram que sua defesa da desregulamentação do setor financeiro contribuiu para criar condições que favoreceram o colapso do mercado imobiliário e do sistema financeiro.

Nascido em 1926, em Nova York, Greenspan era formado em Economia pela New York University e recebeu diversas honrarias ao longo da carreira, incluindo a Presidential Medal of Freedom, concedida pelo então presidente George W. Bush em 2005.

Com informações da NBC News.

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