
BYD
REUTERS/Rafael Martins
O Brasil registrou, pela primeira vez, um carro elétrico na liderança das vendas no varejo. No mês passado, o Dolphin Mini, da BYD, foi o modelo mais comercializado nas concessionárias do país, desconsiderando as vendas diretas para grandes clientes, como locadoras.
Em fevereiro, foram emplacadas 4,1 mil unidades do modelo da montadora chinesa, segundo dados divulgados pela própria empresa. Os números oficiais ainda serão publicados pela Fenabrave, entidade que representa as concessionárias. O Dolphin Mini superou veículos tradicionalmente líderes no varejo, movidos a gasolina ou etanol, como os utilitários esportivos Tera, da Volkswagen, e Creta, da Hyundai, além da picape Strada, da Fiat.
Quando são incluídas as vendas diretas — geralmente negociadas com descontos para frotas corporativas — o cenário muda. Nesse recorte, Strada, Polo (Volkswagen), Mobi (Fiat), Argo (Fiat) e Onix (Chevrolet) figuram entre os cinco modelos mais vendidos do mês passado, enquanto o Dolphin Mini aparece na 11ª posição, de acordo com ranking da consultoria K.Lume.
No consolidado por marcas, considerando todos os canais de venda e modelos, a BYD alcançou a quinta colocação em fevereiro, atrás de Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Hyundai. A meta da fabricante chinesa é assumir a liderança do mercado brasileiro até 2030.
A montadora comemora o desempenho do Dolphin Mini nas vendas realizadas diretamente nos showrooms, especialmente porque o resultado coincide com os dois anos do lançamento oficial do modelo no Brasil, ocorrido em fevereiro de 2024. Desde então, mais de 62 mil unidades foram vendidas no país. O preço inicial do veículo é de R$ 119.990.
Projeções da K.Lume indicam que as marcas chinesas devem alcançar participação próxima de 20% no mercado brasileiro de carros de passeio neste ano. Em fevereiro, essa fatia já era de 16,3%, avanço expressivo em relação aos 9,8% registrados no mesmo mês do ano passado.
A partir de julho, o imposto de importação para carros híbridos e elétricos será elevado para 35%, ante as alíquotas atuais, que variam entre 25% e 30%, conforme a tecnologia. A mudança pode estimular consumidores a antecipar compras antes do reajuste tributário.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
