Economia

Com dívidas de US$ 10,9 bilhões, Braskem pede recuperação extrajudicial

Processo de recuperação extrajudicial possui escopo estritamente financeiro e faz parte de um projeto de reestruturação negociado com credores e investidores

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24/08/2026 16:14 • Atualizado há 61 dias

Com dívidas de US$ 10,9 bilhões, Braskem pede recuperação extrajudicial

O Conselho de Administração da petroquímica Braskem aprovou, nesta segunda-feira (24), o ajuizamento de um pedido de recuperação extrajudicial. Em nota aos acionistas e ao mercado, a companhia informou que o objetivo da medida é assegurar um ambiente jurídico estável e adequado para negociar e implementar a reestruturação de suas dívidas.

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No Brasil, a companhia reconhece dívidas que somam US$ 10,9 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 56 bilhões pelo câmbio atual. Criada em agosto de 2002 a partir da integração de seis empresas dos grupos Novonor e Mariani, a Braskem possui fábricas no Brasil, na Alemanha, nos Estados Unidos e no México. A empresa produz resinas termoplásticas e outros insumos aplicados em diferentes cadeias produtivas.

O processo de recuperação extrajudicial possui escopo estritamente financeiro. A medida não abrange obrigações com fornecedores, clientes e demais interessados, que continuam vigentes e sendo cumpridas normalmente nos termos dos contratos, assegurou o diretor financeiro e de relações com investidores, Carlos Augusto Machado Pereira Brandão.

O pedido faz parte de um projeto de reestruturação negociado com credores e investidores. Em junho, a Braskem havia recorrido à proteção financeira judicial, medida acolhida pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que suspendeu a execução de dívidas por 60 dias — prazo que terminaria nesta terça-feira (25).

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O caixa da petroquímica foi afetado nos últimos anos pelos preços mais baixos no setor e também pelo desastre ambiental em Maceió.

Tremores de terra, afundamento do solo e rachaduras nas ruas. Mais de 60 mil pessoas tiveram que sair de casa. O desastre aconteceu na região próxima das minas da Braskem, que já pagou mais de R$ 4 bilhões bilhões em indenizações a moradores e comerciantes.

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