
Como alterar de nível prata e ouro para fazer a declaração pré-preenchida
Agência Brasil
Contribuintes que querem entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 usando o modelo pré-preenchido precisam ter uma conta gov.br de nível prata ou ouro, válida para acesso ao portal e-CAC, ao aplicativo Meu Imposto de Renda e aos demais serviços digitais da Receita Federal.
Como funciona a exigência de nível prata ou ouro
A Receita Federal condiciona o uso da declaração pré-preenchida à autenticação com conta gov.br de maior segurança. A exigência vale para todas as formas de envio: pelo programa do Imposto de Renda, pelo aplicativo e pelo portal e-CAC.
Na prática, quem ainda tem conta de nível bronze no gov.br precisa reforçar a identificação digital antes de iniciar o preenchimento. O próprio aplicativo do governo ou o site oficial informam o nível atual e mostram as opções para avançar para prata ou ouro.
Segundo a Receita, a preocupação é proteger dados sigilosos que a declaração pré-preenchida reúne automaticamente, como rendimentos, despesas médicas, operações imobiliárias e informações financeiras enviadas por terceiros.
Passo a passo para aumentar o nível pelo aplicativo gov.br
Especialistas em tributação e em governo digital orientam que o contribuinte comece verificando o nível de sua conta. No aplicativo gov.br, é preciso fazer login, acessar o menu de configurações ou dados da conta e entrar na área destacada como Selos de Confiabilidade, onde aparecem os meios de verificação já usados e as alternativas para elevar o nível.
Para alcançar o nível prata, as formas mais comuns de validação são:
- Internet banking de bancos credenciados: o usuário escolhe a opção de entrar com dados bancários, seleciona uma instituição financeira parceira, informa agência, conta, senha e confirmações solicitadas pelo banco. Após a autenticação bem-sucedida, o sistema devolve o usuário ao gov.br e atribui o selo que eleva a conta ao nível prata.
- Reconhecimento facial com CNH: quem possui Carteira Nacional de Habilitação em situação regular pode optar pela validação por biometria facial. O aplicativo solicita autorização para usar a câmera do celular, orienta o enquadramento do rosto e compara a imagem com a base de dados ligada à CNH. Se a conferência for aprovada, a conta também passa ao nível prata.
Depois de concluir uma dessas validações, o sistema atualiza automaticamente o status da conta. O usuário pode conferir o novo nível na mesma área de selos do aplicativo ou do site.
Para chegar ao nível ouro, que garante grau máximo de confiabilidade, o processo costuma exigir uma autenticação adicional. Em geral, as principais alternativas são:
- Reconhecimento facial com dados da Justiça Eleitoral: disponível para quem tem biometria cadastrada na Justiça Eleitoral. O aplicativo realiza nova captura de imagem do rosto e confronta com a base de eleitores; se houver coincidência, a conta recebe o selo de nível ouro.
- Uso de certificado digital: contribuintes que possuem certificado digital ICP-Brasil, armazenado em mídia física ou instalado no computador, podem utilizá-lo para autenticar a identidade. A validação com certificado no gov.br confere o nível ouro à conta.
Em todos os casos, o processo ocorre em ambiente oficial do gov.br ou dos parceiros credenciados, com uso de conexões seguras. Especialistas recomendam que o contribuinte faça a atualização com antecedência, para evitar dificuldades de acesso perto do prazo final do Imposto de Renda.
Por que a Receita exige níveis mais altos
De acordo com a Receita Federal, a declaração pré-preenchida recupera automaticamente informações enviadas por empresas, instituições financeiras, cartórios e profissionais de saúde, entre outros. O objetivo é facilitar o preenchimento e reduzir erros, mas isso exige mais segurança na identificação do usuário.
Entre os dados que podem ser importados para a declaração do IR 2026 estão:
- Fontes pagadoras: rendimentos informados por empregadores e outras fontes por meio de obrigações como a DIRF.
- Saúde: despesas com consultas, exames e procedimentos registradas por clínicas, hospitais e profissionais via DMED.
- Imóveis: operações de compra e venda, doações e aluguéis comunicados por cartórios e imobiliárias em declarações como DOI e Dimob.
- Financeiro: saldos, aplicações, movimentações relevantes e operações com criptoativos registrados em sistemas como a e-Financeira e obrigações específicas de exchanges.
Com esse volume de dados, o Fisco afirma que consegue diminuir o risco de omissões e identificar inconsistências com mais rapidez. Em contrapartida, aumenta a exigência de segurança na autenticação para impedir que terceiros acessem informações sensíveis de forma indevida.
Como acessar a declaração pré-preenchida no IR 2026
Depois de elevar a conta gov.br ao nível prata ou ouro, o contribuinte pode iniciar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda 2026 por três canais principais.
- Portal e-CAC: no computador ou celular, o usuário acessa o endereço do Centro Virtual de Atendimento da Receita, escolhe entrar com gov.br, informa CPF e senha, faz a autenticação em nível prata ou ouro e, no menu de serviços, acessa a área de Meu Imposto de Renda, onde estará disponível a opção de declaração pré-preenchida.
- Aplicativo Meu Imposto de Renda: após instalar ou atualizar o app, o contribuinte entra com a conta gov.br, autoriza o uso da conta de nível prata ou ouro e encontra a opção de iniciar a declaração pré-preenchida na tela inicial ou no menu de declarações.
- Programa gerador no computador: ao baixar e instalar o programa do IRPF 2026, o usuário abre o software, seleciona a função de criar uma nova declaração e escolhe a alternativa de iniciar a partir da pré-preenchida. O sistema então abre a tela de login do gov.br para que a Receita confirme o nível de segurança e importe os dados.
Em todos os casos, depois de carregar as informações, o contribuinte pode revisar, corrigir ou complementar os dados antes de transmitir a declaração à Receita Federal.
Vantagens de usar a declaração pré-preenchida
Segundo a Receita, a modalidade pré-preenchida tende a simplificar o preenchimento, porque já traz lançados rendimentos, despesas e outros dados que o contribuinte teria de buscar em vários informes e documentos.
O órgão informa ainda que quem utiliza a declaração pré-preenchida entra no grupo com prioridade no recebimento das restituições, desde que apresente a declaração dentro do prazo e não caia em malha fina por inconsistências.
Na avaliação de especialistas em Imposto de Renda, a possibilidade de comparar rapidamente o que foi importado com os comprovantes em mãos ajuda a identificar divergências e ajustar as informações antes do envio, reduzindo o risco de autuações.
A orientação é que os contribuintes que pretendem usar o recurso em 2026 verifiquem o quanto antes o nível de sua conta gov.br e concluam a migração para prata ou ouro.
Com isso, o acesso à declaração pré-preenchida tende a ser mais rápido e menos sujeito a imprevistos quando o sistema abrir para o próximo ano-base.
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