Economia

Cesta básica sobe em todas as capitais e pressiona orçamento das famílias

Alta foi puxada por produtos como batata, tomate, carne e feijão; São Paulo segue com a cesta mais cara do país, segundo o Dieese

Da redação
DA REDAÇÃO

11/06/2026 • 11:54 • Atualizado em 11/06/2026 • 11:54

Geraldo Bubniak/AEN

O custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais brasileiras em maio, impulsionado principalmente pela alta de produtos como batata, tomate, carne bovina e feijão. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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Entre abril e maio de 2026, os maiores avanços foram registrados em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%).

São Paulo manteve a liderança como a capital com a cesta básica mais cara do país, alcançando R$ 952,20 após alta de 5,08% no mês. Em seguida aparecem Cuiabá (R$ 925,49), Rio de Janeiro (R$ 914,48) e Florianópolis (R$ 913,43).

Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica difere das demais localidades, os menores custos foram observados em São Luís (R$ 651,15) e Aracaju (R$ 652,73).

Na comparação com maio de 2025, quase todas as capitais apresentaram aumento nos preços da cesta básica, com variações que foram de 0,79% em Boa Vista a 14,29% em Recife. A exceção foi São Luís, que registrou queda de 2,52% no período. No acumulado de 2026, todas as capitais tiveram alta, com índices entre 3,45% e 21,94%, novamente com São Luís e Recife nos extremos.

O avanço dos preços também ampliou o impacto sobre o orçamento dos trabalhadores. Em maio, foram necessárias, em média, 105 horas e 50 minutos de trabalho para adquirir os produtos da cesta básica, acima das 100 horas e 52 minutos registradas em abril. O gasto médio comprometeu 52,01% do salário mínimo líquido.

Com base no valor da cesta mais cara do país, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário para atender às despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.999,44 em maio, o equivalente a 4,93 vezes o salário mínimo oficial de R$ 1.621.

*Com informações do Estadão Conteúdo.