
Dólar
REUTERS/Lee Jae-Won
Resumo
O dólar registra leve queda frente ao real, refletindo o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior, após forte valorização impulsionada pelo Federal Reserve; investidores brasileiros aguardam a ata do Copom e acompanham medidas do governo para combater apostas esportivas ilegais, além de eventos econômicos importantes previstos para a próxima semana.
O cenário internacional é marcado por acordo entre Estados Unidos e Irã, que reduz pressões sobre o petróleo, mas incertezas persistem devido a ataques de Israel ao Líbano e feriado de Juneteenth, enquanto a cotação do petróleo recua para US$ 80 por barril e especialistas destacam a volatilidade da commodity como fator relevante para o mercado cambial.
O destaque político e policial no Brasil é a Operação Juro Zero do MPDFT, que investiga esquema financeiro envolvendo Ney Ferraz, Paulo Henrique Costa e Eduardo Chedid Simões; pesquisas eleitorais mostram empate entre Flávio Bolsonaro e Lula no Tocantins, enquanto nos Estados Unidos Donald Trump enfrenta desaprovação sobre o Irã e no Reino Unido Andy Burnham retorna ao Parlamento, com o Banco Central da Rússia reduzindo a taxa de juros para 14,25% ao ano.
O dólar opera em leve queda frente ao real nesta sexta-feira, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior. O movimento ocorre após a valorização expressiva registrada na véspera, impulsionada pelo tom mais rígido adotado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. No Brasil, investidores seguem atentos aos desdobramentos da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e aguardam a divulgação da ata, prevista para a próxima terça-feira.
Na quinta-feira, o dólar à vista avançou 1,32%, encerrando o dia cotado a R$ 5,1752. Com isso, a moeda acumula alta de 2,62% em junho, embora ainda registre queda de 5,7% no acumulado de 2026.
No cenário internacional, o acordo entre Estados Unidos e Irã contribui para aliviar parte das pressões sobre os preços do petróleo. Ainda assim, o adiamento de negociações diplomáticas e os ataques de Israel ao Líbano mantêm o ambiente de incerteza nos mercados. A liquidez global também é reduzida nesta sessão devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos.
A cotação do petróleo recua para a faixa dos US$ 80 por barril, mas especialistas avaliam que a volatilidade da commodity continua sendo um fator relevante para o mercado cambial. Isso porque oscilações nos preços do petróleo afetam tanto as perspectivas para a inflação global quanto o desempenho de moedas ligadas à exportação de commodities, como o real.
No Brasil, o mercado acompanha ainda a expectativa pelo anúncio de medidas do governo para combater o mercado ilegal de apostas esportivas. Embora o impacto direto sobre o câmbio seja considerado limitado, investidores monitoram possíveis reflexos na arrecadação federal e no equilíbrio das contas públicas.
A próxima semana também concentra eventos importantes para os agentes financeiros, com a divulgação da ata do Copom, do Relatório de Política Monetária (RPM) e do IPCA-15 de junho, considerado uma prévia da inflação oficial.
No campo político e policial, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou nesta sexta-feira a Operação Juro Zero, que investiga um suposto esquema de operações financeiras irregulares envolvendo descontos em folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. Entre os alvos da investigação estão Ney Ferraz, ex-secretário de Economia do DF; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay e ex-investigado pela CPMI dos Descontos Indevidos do INSS. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo e em Curitiba.
Na esfera eleitoral, pesquisa RealTime Big Data realizada no Tocantins aponta empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. O levantamento mostra Flávio com 41% das intenções de voto, contra 40% de Lula.
Nos Estados Unidos, levantamento da AP-NORC indica que 65% dos americanos desaprovam a condução do presidente Donald Trump em relação ao Irã, mesmo após o anúncio de um acordo preliminar de paz. A aprovação geral do republicano permaneceu em 37%, sem alterações em relação ao mês de maio.
Já no Reino Unido, Andy Burnham, prefeito trabalhista da Grande Manchester, retornou ao Parlamento após vencer uma eleição suplementar realizada nesta quinta-feira. O político já sinalizou a intenção de disputar a liderança do Partido Trabalhista e desafiar Keir Starmer em uma futura corrida pelo cargo de primeiro-ministro.
Na Rússia, o Banco Central reduziu sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. A autoridade monetária justificou a decisão pela desaceleração gradual da inflação e indicou que novos cortes poderão ocorrer nos próximos meses, dependendo do comportamento dos preços, das expectativas inflacionárias e do cenário econômico doméstico e internacional.
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