Jornal da Band

Dólar dispara no Brasil e mundo com sinalização dos EUA para juros; entenda

Moeda americana atingiu R$ 5,17 nesta quinta-feira, impulsionada por decisões do Federal Reserve

Por Redação
REDAÇÃO

18/06/2026 • 21:21 • Atualizado em 18/06/2026 • 21:28

Juliana Rosa
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O dólar registrou uma disparada no mercado brasileiro nesta quinta-feira (18), fechando a R$ 5,17. O movimento de valorização não foi exclusivo do Brasil, ocorrendo em escala global devido a fatores econômicos internacionais.

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No Brasil, a moeda abriu o dia em alta forte, chegando a ser negociada a R$ 5,13 na abertura e atingindo R$ 5,19 no decorrer do pregão. O principal impulso para a valorização da moeda americana veio dos Estados Unidos. O Banco Central Americano (Fed) sinalizou a possibilidade de um novo aumento nas taxas de juros ainda este ano para conter a pressão inflacionária.

Além da conjuntura externa, as decisões tomadas pelo Banco Central do Brasil também influenciaram o nervosismo dos investidores. O órgão anunciou a redução da taxa básica de juros para 14,25%. No entanto, o comunicado divulgado para justificar a decisão e delinear os próximos passos foi considerado confuso por diversos analistas financeiros.

A comentarista Juliana Rosa explicou que o texto gerou estranhamento ao apresentar argumentos contraditórios. Primeiramente, o Banco Central destacou os fatores que têm pressionado a alta dos preços, mas, em seguida, deixou a entender que haveria espaço para continuar cortando os juros --medida que pode alimentar a alta do custo de vida.

Incertezas sobre metas e modelos

A comunicação do Banco Central também trouxe incertezas sobre o cumprimento da meta de inflação, fixada pelo governo em 3%. Mesmo diante de previsões do mercado financeiro que apontam uma inflação de 5,3% para este ano e 4,1% para o próximo, o Banco Central informou que alongou o horizonte para atingir a meta, projetando o alcance apenas para o início de 2028.]

Ele precisa explicar direito por que mudou a regra que é uma regra que ele mesmo criou. Qual foi o modelo usado? Que conta é essa? Porque confiança é ingrediente fundamental na economia. --Juliana Rosa

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