A criação de abelhas sem ferrão expande-se pelo interior de São Paulo e consolida-se como uma atividade econômica em expansão no campo. No entanto, a chegada das estações com temperaturas mais baixas exige o manejo adequado dos criatórios para evitar a perda de colônias. De acordo com os dados da Secretaria de Meio Ambiente, o estado paulista já conta com mais de 55 mil colmeias distribuídas em quase 3 mil meliponários autorizados pelo poder público.
As abelhas nativas do Brasil, como as espécies Jataí e Mandaçaia, exercem um dos serviços ambientais mais importantes para o ecossistema, que é a polinização de plantas nativas, hortaliças e a produção de frutas. Além do impacto ecológico direto, esses insetos ganham espaço no mercado produtor devido à fabricação de um tipo de mel diferenciado e de alto valor comercial.
Manejo no outono e reprodução de colônias
O trabalho técnico dentro dos meliponários sofre alterações significativas com a chegada dos dias mais frios e úmidos. O outono exige atenção constante por parte dos criadores para proteger as caixas e garantir que as colônias sobrevivam aos períodos de menor florada na natureza.
Em Presidente Bernardes, no oeste paulista, os criadores locais desenvolvem um sistema de produção focado especificamente na reprodução e na venda de colônias melhoradas geneticamente. Diferente de outros criatórios tradicionais da região, o objetivo comercial desse meliponário não se baseia na extração ou comercialização do mel, mas sim no fornecimento de matrizes para novos produtores.
Tecnologia e alimentação suplementar no campo
Entre os principais cuidados necessários nesta época do ano, os especialistas apontam a aplicação de alimentação suplementar para o enxame. Outro fator crucial para a sobrevivência das colmeias é o reforço na proteção das caixas de madeira contra a entrada de umidade, que pode proliferar fungos e comprometer a saúde das abelhas sem ferrão.
Para garantir a segurança biológica das espécies e aumentar a qualidade na venda das colônias, os produtores do interior paulista investem na modernização da infraestrutura no campo. O uso de placas de energia solar e a instalação de sistemas automatizados de irrigação auxiliam no controle térmico e ambiental dos meliponários.
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