Economia

Em retaliação, China anuncia restrições a dezenas de empresas dos EUA

China proíbe importação e participação em compras governamentais de empresas dos EUA após novas sanções de Washington

Da redação
DA REDAÇÃO

22/06/2026 • 11:34 • Atualizado em 22/06/2026 • 15:26

Reuters

Resumo

Anúncio de novas restrições comerciais pela China incluiu resposta direta às medidas dos Estados Unidos, após Washington ampliar a lista de empresas chinesas consideradas ligadas ao setor militar.

Inclusão de dez empresas norte-americanas do setor de defesa na lista de controle de exportações e proibição de 46 companhias dos EUA de participarem de compras governamentais chinesas afetaram principalmente contratantes de defesa.

Justificativa das ações chinesas destacou proteção à segurança nacional e reação ao que o governo chinês classificou como prática “ultrajante” dos EUA, enquanto empresas chinesas como Alibaba e Baidu passaram a sofrer restrições no mercado americano.

A China anunciou nesta segunda-feira (22) novas restrições comerciais contra dezenas de empresas dos Estados Unidos, em resposta à decisão de Washington de ampliar a lista de companhias chinesas consideradas ligadas ao setor militar.

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O Ministério do Comércio da China incluiu dez empresas norte-americanas do setor de defesa em sua lista de controle de exportações. Com isso, essas companhias ficam impedidas de adquirir produtos chineses de uso dual, ou seja, com aplicações tanto civis quanto militares.

Além disso, o Ministério das Finanças chinês proibiu 46 empresas dos Estados Unidos — em sua maioria contratantes de defesa — de participar de processos de compras governamentais no país.

Segundo comunicado do Ministério do Comércio, as medidas têm como objetivo “proteger a segurança e os interesses nacionais” da China e representam uma resposta ao que Pequim classificou como uma prática “ultrajante” dos Estados Unidos ao rotular empresas chinesas como ligadas às Forças Armadas.

Entre as companhias chinesas afetadas pelas restrições impostas por Washington estão gigantes de tecnologia como Alibaba Group e Baidu, que passaram a enfrentar limitações para operar no mercado norte-americano.