
IPCA-15
João Geraldo Borges Júnior/Pixabay
Resumo
Projeções do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiram pela 14ª semana seguida para 2026, passando de 5,11% para 5,30%, distanciando-se do teto da meta de inflação de 4,50%, enquanto estimativas sensíveis nos últimos cinco dias úteis avançaram de 5,17% para 5,35%.
Expectativas de inflação para 2027 e 2028 foram revisadas para cima, de 4,03% para 4,10% e de 3,65% para 3,68%, respectivamente, enquanto a projeção para 2029 permaneceu estável em 3,50% pelo 41º período consecutivo.
Diferença entre expectativas do mercado e projeções do Banco Central permanece, com a autoridade monetária prevendo inflação de 4,6% em 2026 e 3,5% em 2027, dentro do novo sistema de metas contínuas baseado em IPCA acumulado em 12 meses e meta central de 3% com margem de 1,5 ponto percentual.
A mediana das projeções do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu pela 14ª semana consecutiva, passando de 5,11% para 5,30%, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central. O índice se afasta ainda mais do teto da meta de inflação, fixado em 4,50%. Entre as 104 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, consideradas mais sensíveis às mudanças no cenário econômico, a mediana avançou de 5,17% para 5,35%.
Para 2027, a expectativa de inflação também foi revisada para cima, de 4,03% para 4,10%. Há um mês, a projeção era de 4,00%. No grupo de estimativas mais recentes, a mediana passou de 4,00% para 4,20%.
As projeções para 2028 também registraram alta, de 3,65% para 3,68%, enquanto a estimativa para 2029 permaneceu estável em 3,50%, nível mantido há 41 semanas consecutivas.
Mesmo após a revisão das projeções do Comitê de Política Monetária (Copom) em abril, as expectativas do mercado continuam acima das estimativas do Banco Central. A autoridade monetária projeta inflação de 4,6% em 2026 e de 3,5% em 2027.
Desde 2025, o sistema de metas de inflação passou a adotar um modelo contínuo, baseado no IPCA acumulado em 12 meses. A meta central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso a inflação permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central descumpriu o objetivo estabelecido.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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