Economia

Mercado vê 75% de chance de corte de 0,25% na Selic em agosto, mostra B3

Dados das Opções de Copom apontam forte virada nas expectativas do mercado financeiro; taxa básica de juros pode recuar para 14% ao ano

Da redação
DA REDAÇÃO

09/07/2026 • 12:28 • Atualizado em 09/07/2026 • 14:35

Expectativa do mercado é de um corte maior na próxima reunião do Copom, em agosto

Expectativa do mercado é de um corte maior na próxima reunião do Copom, em agosto

Marcello Casal JrAgência Brasil

Faltando menos de um mês para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro consolidou a aposta de que o Banco Central fará um novo corte na taxa básica de juros. Os contratos de Opções de Copom negociados na B3 indicam que os investidores precificam 75,5% de probabilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic em agosto.

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Por outro lado, a chance de manutenção dos juros recuou para a casa dos 21%. Já uma postura mais agressiva da autoridade monetária, com um corte de 0,50 ponto percentual, é considerada improvável, somando apenas 2,3% das expectativas do mercado.

O comitê se reúne nos dias 4 e 5 de agosto. Caso o cenário majoritário se confirme, a taxa Selic passará dos atuais 14,25% para 14,00% ao ano.

Virada de humor no mercado

Os números da bolsa do Brasil mostram uma mudança drástica na percepção dos analistas nas últimas semanas. No início de junho, o cenário era oposto: a manutenção da Selic liderava com folga, registrando 75% de probabilidade, enquanto a projeção de corte era de apenas 15%.

O jogo começou a virar na segunda quinzena de junho. No fechamento mais recente divulgado pela B3, o corte de 0,25 ponto se consolidou como o caminho mais provável para a política monetária nacional. "Os dados mostram como o mercado ajusta suas expectativas à medida que a decisão se aproxima. O produto oferece uma leitura transparente sobre a percepção dos participantes", explica Felipe Gonçalves, superintendente de Produtos de Juros e Moedas da B3.

Com a aproximação do encontro do BC, o interesse dos investidores disparou. O volume de contratos em aberto para a reunião de agosto saltou de 2,4 milhões no início de junho para 3,5 milhões, um avanço de 43%.

Economistas ponderam, no entanto, que o cenário ainda pode sofrer alterações até a véspera da decisão, a depender da divulgação de novos indicadores econômicos e de sinalizações do próprio Banco Central.