Economia

Caminhoneiros ameaçam greve nacional se MP do Frete caducar no Senado

Categoria pressiona Davi Alcolumbre a pautar medida até 16 de julho

Da redação
DA REDAÇÃO

09/07/2026 • 16:12 • Atualizado em 09/07/2026 • 16:12

caminhoneiros nas estradas em 2022

caminhoneiros nas estradas em 2022

REUTERS/Roosevelt Cassio

Representantes dos caminhoneiros ameaçam uma greve nacional caso a medida provisória (MP) 1.343/2026, que reforça a política de pisos mínimos do frete rodoviário, não seja votada até 16 de julho no plenário do Senado Federal, em Brasília, sob comando do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Pressão sobre o presidente do Senado

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirma que a categoria está indignada com Alcolumbre por ainda não ter pautado o texto para votação.

Segundo Landim, os caminhoneiros responsabilizarão diretamente o senador por uma eventual paralisação, caso a MP perca validade sem ser apreciada.

Em vídeo divulgado pelo líder do movimento, ele faz um apelo público ao presidente do Senado para que coloque a matéria em votação antes do prazo final.

Presidente Davi Alcolumbre, o senhor não queira deixar a MP caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome

O que prevê a medida provisória

A MP 1.343/2026 foi editada pelo governo federal em março deste ano com o objetivo de reforçar o cumprimento da política de pisos mínimos do frete rodoviário.

Entre outros pontos, a medida torna obrigatório o registro das operações de transporte por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

O texto também cria mecanismos para punir empresas e transportadores que contratarem fretes abaixo dos valores mínimos definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Na avaliação de representantes da categoria, essas regras ampliam a fiscalização e dificultam práticas consideradas abusivas no mercado de transporte de cargas.

Caminhoneiros falam em retrocesso sem a MP

Para Wallace Landim, a perda de validade da medida provisória representaria um retrocesso para os caminhoneiros, que veem na MP uma forma de garantir mais segurança e autonomia na contratação dos serviços.

Para que a gente possa trabalhar com tranquilidade, porque muitos transportadores estão sem conseguir trabalhar

O dirigente argumenta que, sem a medida, aumenta o risco de fretes abaixo do piso estabelecido, o que pressiona a renda dos profissionais e pode estimular novas mobilizações.

Conforme apontam lideranças do setor, a decisão de Alcolumbre sobre pautar ou não a MP será determinante para definir os próximos passos do movimento, que mantém o discurso de greve nacional caso o texto caduque.