
REUTERS/David Swanson
Resumo
A afirmação de Elon Musk aponta que a SpaceX pode alcançar receita anual de US$ 1 trilhão até 2031, superando projeções de analistas e representando crescimento significativo em relação ao faturamento de US$ 18,7 bilhões registrado em 2025.
A oferta pública inicial (IPO) da SpaceX levantou US$ 85,7 bilhões nos Estados Unidos, impulsionando o avanço das ações da empresa, que subiram 10% no mercado financeiro após alta de 19% em sua estreia na Nasdaq.
O projeto de implantação de data centers de inteligência artificial em órbita, previsto para 2028, é apontado por Musk como motor do crescimento da SpaceX, enquanto o setor tecnológico e o mercado acionário foram beneficiados por acordo de paz provisório entre Estados Unidos e Irã.
O empresário Elon Musk afirmou que a SpaceX, empresa americana de foguetes e satélites que comanda, pode superar a marca de US$ 1 trilhão em receita anual até 2031. A declaração foi feita neste domingo (14) na rede social X, em resposta a questionamentos de analistas e jornalistas sobre a capacidade da companhia de expandir suas receitas nesse ritmo. “Eu ficaria surpreso se a receita não fosse superior a US$ 1 trilhão em 2031”, escreveu o bilionário.
A projeção é considerada bastante ambiciosa. Em 2025, a SpaceX registrou receita de US$ 18,7 bilhões e prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões.
A companhia também informou nesta segunda-feira (15) que levantou US$ 85,7 bilhões em sua oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, após os bancos coordenadores exercerem integralmente a opção de lote suplementar de ações.
No mercado financeiro, os papéis da empresa avançavam 10% por volta das 13h47 (horário de Brasília), cotados a US$ 177,15. Na estreia na Nasdaq, na sexta-feira (12), as ações já haviam encerrado o pregão com alta de 19%.
A estimativa de Musk é cerca de três vezes superior às projeções da Morgan Stanley e implicaria um crescimento de aproximadamente 66 vezes em relação ao faturamento registrado em 2025, exigindo uma taxa média anual de expansão superior a 100%.
Segundo o empresário, um dos principais motores desse crescimento será a implantação de data centers de inteligência artificial em órbita, projeto que a SpaceX pretende iniciar em 2028. Atualmente, os data centers terrestres da companhia — anteriormente ligados à xAI antes da incorporação da empresa à SpaceX em fevereiro — já alugam capacidade computacional para gigantes da tecnologia como Anthropic e Google, gerando receitas bilionárias mensalmente.
Além das perspectivas para a empresa, o mercado acionário também foi impulsionado pelo alívio geopolítico após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo de paz provisório para interromper os confrontos no Oriente Médio.
Apesar da forte valorização das ações, a SpaceX ainda não integra o índice S&P 500. Pelas regras da S&P Dow Jones Indices, empresas recém-listadas precisam aguardar pelo menos 12 meses antes de serem elegíveis para inclusão no principal índice da bolsa americana.
No pré-mercado desta segunda-feira, a SpaceX figurava entre os destaques de alta, atrás apenas da fabricante de chips de memória Micron Technology. Outras empresas do setor de tecnologia, como Seagate Technology e Western Digital, também registravam ganhos superiores a 5%.
*Com informações da Dow Jones Newswires e Estadão Conteúdo.
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