Economia

Ouro fecha em alta com extensão de trégua, mas Ormuz limita ganhos

Metais sobem após extensão do cessar-fogo, mas tensões no Estreito de Ormuz contêm alta

Da redação
DA REDAÇÃO

22/04/2026 • 14:42 • Atualizado em 22/04/2026 • 14:57

Ouro está em queda e o petróleo dispara

Ouro está em queda e o petróleo dispara

Freepik

Resumo

Alta do ouro e da prata foi registrada nesta quarta-feira, impulsionada pela extensão do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, embora os ganhos tenham sido limitados pela manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz e apreensão de embarcações pela Guarda Revolucionária Islâmica.

Negociações entre Donald Trump e Teerã resultaram na prorrogação da trégua por três a cinco dias, enquanto o conflito no Oriente Médio, em sua oitava semana, segue impactando o transporte de petróleo e provocando tensões na região.

Análises do Saxo Bank e MUFG apontam que o risco de escalada militar foi reduzido no curto prazo, mas a falta de acordo de paz mantém os metais preciosos em disputa com o dólar, influenciando expectativas sobre inflação global e política de juros elevados dos bancos centrais.

O ouro e a prata fecharam em alta nesta quarta-feira (22), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a extensão do cessar-fogo com o Irã. Apesar do avanço, os ganhos foram contidos pela manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em junho subiu 0,71%, encerrando a US$ 4.753,00 por onça-troy. A prata para maio avançou 1,92%, cotada a US$ 77,96 por onça-troy.

Na terça-feira (21), Trump afirmou que a trégua com Teerã será prorrogada até que o país apresente uma proposta e as negociações sejam concluídas. Segundo fontes da Fox News, a extensão deve durar entre três e cinco dias. O presidente também reiterou que o bloqueio no Estreito de Ormuz permanece em vigor.

O movimento de alta dos metais preciosos foi limitado por relatos de que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã apreendeu duas embarcações na região nesta quarta-feira, em meio à escalada das tensões e a novos ataques contra navios comerciais na rota estratégica para o transporte de petróleo.

De acordo com analistas do Saxo Bank, o adiamento de uma escalada militar por parte dos Estados Unidos reduz, no curto prazo, o risco de disparada nos preços dos combustíveis e, consequentemente, de pressões inflacionárias. Ainda assim, avaliam que, enquanto não houver clareza sobre um possível acordo de paz, ouro e prata devem continuar disputando espaço com o dólar, mantendo cotações dentro de uma faixa relativamente estável.

Já o banco MUFG destaca que o conflito no Oriente Médio, agora em sua oitava semana, segue afetando o abastecimento de energia e elevando os riscos de inflação global. Nesse cenário, a expectativa de manutenção de juros elevados pelos bancos centrais continua sendo um fator de pressão para o ouro.

*Com informações do Estadão Conteúdo.