Economia

Ouro fecha a semana em alta com trégua no Oriente Médio

Impulsionado pela trégua entre Israel e Líbano e pelo recuo do dólar, metal precioso sobe 1,5% e mercado já projeta possível corte de juros pelo Federal Reserve em 2026

Da redação
DA REDAÇÃO

17/04/2026 • 15:26 • Atualizado em 17/04/2026 • 15:26

Trégua no Oriente Média valoriza cotações de metais preciosos

Trégua no Oriente Média valoriza cotações de metais preciosos

Freepik

O mercado de metais preciosos registrou ganhos significativos nesta sexta-feira (17). O ouro fechou em alta, impulsionado por um alívio nas tensões geopolíticas e pelo enfraquecimento do dólar no cenário global. A reabertura do Estreito de Ormuz e o início de um cessar-fogo entre Israel e Líbano foram os principais catalisadores do otimismo dos investidores.

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Cotações do dia

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex):

  • Ouro (junho): Alta de 1,5%, cotado a US$ 4.879,6 por onça-troy (ganho semanal de 1,9%).
  • Prata (maio): Avanço de 4%, fechando a US$ 81,842 (salto de 7% na semana).

Para analistas do Commerzbank, a perspectiva de paz reduz o temor de pressões inflacionárias que poderiam forçar os bancos centrais a manterem políticas monetárias rígidas. Com o arrefecimento dos riscos, manter ouro torna-se mais atraente frente a ativos que rendem juros.

Nesta sexta-feira, o mercado passou a precificar um possível corte de juros nos EUA ainda em 2026. Segundo o CME Group, a aposta majoritária aponta para uma redução em dezembro.

A desvalorização da moeda americana também favoreceu o metal. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, recuou para a casa dos 98,023 pontos. Como o ouro é cotado na moeda dos EUA, a queda do índice torna o ativo mais acessível para investidores que operam com outras divisas, sustentando a valorização no fechamento da semana.