
Ouro está em queda e o petróleo dispara
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O roubo de correntinhas de ouro e alianças escalou no Brasil nos últimos meses devido ao elevado preço do ouro. Mas agora, a cotação internacional desta commodity está caindo. Na contramão, o petróleo sobe cada vez mais, devido aos conflitos no Oriente Médio.
O mercado internacional está operando em direções opostas nesta quinta-feira (26), com investidores reagindo a uma escalada drástica nas tensões no Oriente Médio. Enquanto o petróleo voltou a superar a barreira dos US$ 100, impulsionado por riscos imediatos na oferta global, o ouro está em queda, pressionado pela força do dólar e pelas expectativas sobre os juros nos Estados Unidos.
Entenda os motivos da alta do petróleo e a queda no preço do ouro:
Petróleo supera US$ 100
Os preços do petróleo registraram forte valorização após o anúncio de Israel sobre a morte de Alireza Tangsiri, comandante da Guarda Revolucionária do Irã e figura-chave no fechamento virtual do Estreito de Ormuz. A região é vital para a economia global, sendo o ponto de passagem de cerca de 20% da produção mundial de óleo e gás natural liquefeito (GNL).
Petróleo Brent (referência global): Subiu 4,95%, sendo negociado a US$ 107,44.
Petróleo WTI (referência EUA): Registrou alta de 4,39%, cotado a US$ 94,30.
A escalada militar entre Israel, Estados Unidos e Irã, que já dura cerca de um mês, elevou o temor de um bloqueio total na região. Analistas indicam que o mercado precifica agora a interrupção física do escoamento, o que gera uma corrida por contratos futuros da commodity.
Ouro em queda reflete "efeito dólar"
Diferente do que ocorre em outras crises, o ouro — tradicional porto seguro para investidores — não acompanhou a alta do petróleo. O metal precioso sofreu uma desvalorização técnica motivada por dois fatores centrais: a valorização do dólar (DXY) e o receio inflacionário.
Preço do Ouro: Recuou 2,09%, operando em US$ 4.434,17 a onça-troy.
A onça-troy (ou troy ounce, em inglês) é a unidade de medida padrão utilizada pelo mercado financeiro internacional para determinar o peso e o preço de metais preciosos, como ouro, prata e platina.
A lógica do mercado é que o petróleo mais caro alimenta a inflação global. Isso obriga o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, a manter as taxas de juros elevadas por mais tempo para conter os preços. Como o ouro não rende juros, ele perde atratividade frente aos títulos do Tesouro dos EUA, que se tornam mais rentáveis e seguros em tempos de incerteza monetária.

