Economia

Preço do barril de petróleo cai 5% e fica abaixo de US$100

O preço do petróleo registra queda acentuada nesta quarta-feira (25) e o barril do Brent volta a ser negociado abaixo da marca de US$ 100 pela primeira vez em duas semanas

Da redação
DA REDAÇÃO

25/03/2026 • 11:43 • Atualizado em 25/03/2026 • 11:43

Após semanas de volatilidade e preços pressionados pelas tensões no Oriente Médio, o valor do barril de petróleo apresenta uma queda acentuada superior a 5% nas principais bolsas internacionais nesta quarta-feira (25). O recuo é impulsionado pelo otimismo do mercado diante de um possível plano de paz entre Estados Unidos e Irã.

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A notícia de uma proposta de cessar-fogo enviada por Washington a Teerã trouxe um alívio imediato aos investidores, reduzindo os temores de novos bloqueios no Estreito de Ormuz, ponto vital para o escoamento da produção global.

Com essa movimentação, o petróleo Brent, referência para o mercado brasileiro e para a Petrobras, voltou a ser negociado na casa dos US$ 98. É a primeira vez em duas semanas que a commodity rompe a barreira simbólica dos US$ 100 para baixo. No mercado americano, o West Texas Intermediate (WTI) também opera em queda, cotado próximo de US$ 87.

A desvalorização da commodity tem efeito cascata em diversos setores da economia. Para o consumidor brasileiro, o recuo do Brent no exterior abre espaço para uma possível redução nos preços dos combustíveis nas refinarias, caso a tendência se consolide nos próximos dias. Por enquanto, o governo federal continua tentando aplicar medidas para conter o preço do óleo diesel.

Além do alívio direto nas bombas, a queda do petróleo contribui para o controle da inflação, uma vez que o custo do frete e da logística de alimentos e produtos industrializados é diretamente impactado pelo preço do diesel.

No mercado financeiro, o dia também é de reação positiva. A baixa no setor de energia ajuda a enfraquecer o dólar frente ao real, já que reduz a aversão ao risco em países emergentes. Até o fim da manhã desta quarta-feira, as principais bolsas de valores ao redor do mundo operavam no campo positivo, refletindo a expectativa de uma estabilização nos custos globais de produção.