Economia

Ouro fecha em alta com foco em tensões no Oriente Médio

Mesmo com pressão dos juros americanos e do mercado de energia, metal precioso sustenta patamar de US$ 4.500 em meio a incertezas sobre pacto entre EUA e Irã

Da redação
DA REDAÇÃO

05/05/2026 • 15:24 • Atualizado em 05/05/2026 • 15:24

Cotações do ouro encerram o dia em alta, aguardando desfechos do conflito no Oriente Médio e resiliência do dólar

Cotações do ouro encerram o dia em alta, aguardando desfechos do conflito no Oriente Médio e resiliência do dólar

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O mercado de metais preciosos encerrou a sessão desta terça-feira (5) em terreno positivo, com o ouro consolidando sua posição na faixa de US$ 4.500. O movimento reflete a cautela dos investidores que monitoram de perto os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e a fragilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

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Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do ouro para junho fechou com valorização de 0,77%, cotado a US$ 4.568,50 por onça-troy. A prata para julho também acompanhou a tendência, embora com ganhos mais modestos de 0,1%, encerrando a US$ 73,581.

Geopolítica e o equilíbrio do cessar-fogo

O clima de incerteza continua a ditar o ritmo das negociações. De um lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, buscou minimizar o impacto dos ataques iranianos ocorridos na última segunda-feira (4), reforçando a manutenção do pacto de trégua. Por outro lado, a retórica de Teerã subiu de tom: Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, acusou formalmente Washington de violar os termos do cessar-fogo.

Essa divergência de narrativas sustenta a demanda pelo ouro como ativo de proteção (safe haven), compensando fatores macroeconômicos que, em tese, deveriam pressionar o metal para baixo.

Análise de mercado: resiliência vs. inflação

Analistas do setor divergem sobre a sustentabilidade desse rali a curto prazo:

MUFG e TD Securities: Apontam que a alta é fruto de um movimento de "compra na baixa". Para o TD Securities, os metais preciosos demonstram uma resiliência notável, uma vez que o dólar forte e a alta dos juros — impulsionados pelo setor de energia — costumam desestimular o investimento em ativos que não rendem juros, como o ouro.

Commerzbank: Alerta para o aumento do "custo de oportunidade". Com riscos inflacionários no radar, manter posições em ouro torna-se mais caro para os grandes players.

Swissquote: Destaca o papel dos bancos centrais, que continuam acumulando o metal em suas reservas estratégicas, oferecendo um suporte estrutural para os preços, independentemente da volatilidade diária.

Apesar das pressões de curto prazo apontadas por plataformas como o Forex.com, o cenário geopolítico conturbado e a demanda institucional garantem que o ouro permaneça como o protagonista das carteiras de defesa neste início de maio.

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