Economia

Para Abimaq, acordo Mercosul-UE é risco para a indústria de transformação

Para o presidente da Abimaq, o Brasil terá que enfrentar deficiências que aumentam o custo de produção no país

Da Redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

11/01/2026 • 16:09 • Atualizado em 11/01/2026 • 16:15

Mercosul

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Marcos Oliveira/Agência Senado

O Brasil precisa atacar os problemas que minam a competitividade da indústria na competição internacional para aproveitar as oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia, cuja assinatura está prevista para o próximo sábado. Se não for assim, a abertura de mercado a concorrentes europeus representa um risco para a indústria de transformação.

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A avaliação é de José Velloso, presidente executivo da Abimaq, a associação dos fabricantes de máquinas e equipamentos.

"Se, por um lado, é bom para o consumidor final, porque os produtos ficarão mais baratos, e para o agronegócio, porque o agro brasileiro tem uma competitividade melhor, esse acordo é um risco para a indústria de transformação", comenta Velloso.

Para o presidente da Abimaq, o Brasil terá que enfrentar deficiências que aumentam o custo de produção no país, como impostos e juros altos e melhorar o ambiente de negócio, assim como a situação macroeconômica, para transformar um risco em oportunidade.

"Aí, sim, todos os setores da economia poderão aproveitar melhor a oportunidade que se abre no grande mercado europeu", comenta o executivo.