
Petróleo cai para US$ 98 com trégua e realização de lucros
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O preço do petróleo registra um movimento de queda nesta sexta-feira (24), interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas que havia levado o barril a ultrapassar a barreira dos US$ 100 no dia anterior. O contrato do petróleo tipo Brent recua cerca de 2,6%, cotado na faixa de US$ 98,00 por barril. Já o tipo WTI, referência para o mercado norte-americano, opera em baixa de aproximados 2,7%, sendo negociado entre US$ 89,70 e US$ 90,50.
A retração nos preços é impulsionada, principalmente, pela repercussão de uma nova proposta de cessar-fogo intermediada pelos Estados Unidos para a região do Oriente Médio.
O anúncio traz um alívio momentâneo aos investidores e reduz os temores imediatos de interrupção no abastecimento global de combustíveis.
Paralelamente, o mercado passa por um movimento técnico de realização de lucros. Após uma valorização acumulada superior a 13% em poucos dias, investidores aproveitam a sinalização diplomática para vender contratos e assegurar os ganhos recentes.
Geopolítica e oferta mantêm pressão sobre os preços
Apesar do alívio pontual registrado nesta sexta-feira, o cenário de fundo do mercado energético continua marcado por volatilidade e fatores de alta.
As tensões geopolíticas em rotas marítimas cruciais, como o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho — por onde transita cerca de 20% de toda a produção mundial de petróleo —, sustentaram a escalada recente das cotações devido a ameaças de ataques e bloqueios a petroleiros.
Além do risco geopolítico, o equilíbrio entre oferta e demanda global segue pressionado. O aumento sazonal no consumo de combustíveis durante o verão do Hemisfério Norte expande a procura, enquanto os limites de produção mantidos pelo cartel da OPEP+ restringem a oferta global disponível.
A oscilação do barril de petróleo reflete a extrema sensibilidade do mercado financeiro a desdobramentos geopolíticos.
Embora o recuo traga fôlego temporário para as projeções inflacionárias globais, a permanência das incertezas no Oriente Médio e as restrições da OPEP+ mantêm o alerta ligado para o custo dos combustíveis nos próximos meses.

