O governo federal editou uma Medida Provisória que cria o Plano Brasil Soberano III, liberando um montante de R$ 18,5 bilhões para apoiar exportadores e setores produtivos afetados por tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil e por conflitos internacionais.
A nova etapa da iniciativa injeta recursos financeiros com o objetivo de socorrer indústrias atingidas pelas tarifas das Seções 232 e 301 do Trade Expansion Act norte-americano, além de amparar vendas externas destinadas a países do Golfo Pérsico.
A estrutura do financiamento conta com R$ 13,5 bilhões oriundos do Tesouro Nacional, compostos por saldos não utilizados das edições anteriores e de renegociações de dívidas rurais, além de R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A Medida Provisória dividiu as linhas de apoio financeiro em três grupos principais para atender diferentes demandas do mercado nacional.
O primeiro grupo abrange os setores atingidos diretamente pelas barreiras tarifárias dos EUA. Ele inclui o segmento de aço, alumínio, automotivo e móveis (Seção 232), além de madeira, carvão, máquinas elétricas, produtos cerâmicos, plástico, calçados, papel e açúcar (Seção 301).
O segundo grupo contempla setores industriais estratégicos, como o têxtil, químico, equipamentos de informática, borracha, produtos eletrônicos, máquinas, minerais críticos, farmacêuticos, fertilizantes e transportes.
O terceiro grupo foca os exportadores com operações direcionadas ao Golfo Pérsico, envolvendo nações como Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Iraque, Kuwait, Irã e Omã.
O programa estipula taxas de custos financeiros variados, a depender da finalidade e da área de atuação do solicitante. Os grupos 1 e 3 têm acesso livre a todas as opções de crédito, enquanto o grupo 2 concentra o atendimento em linhas de investimento e bens de capital (BK).
- Giro Grande: custo financeiro de 9,80%
- Giro MPME: custo financeiro de 8,30%
- Giro Exportação: custo financeiro de 8,30%
- Bens de Capital (BK): custo financeiro de 8,00%
- Investimento: custo financeiro de 6,50%
- Minerais Críticos (Transformação Mineral): custo financeiro de 3,00%
A primeira versão do plano, veiculada em 2025, movimentou R$ 16 bilhões em 1.114 operações de crédito. Desse total, 72% dos contratos atenderam micro, pequenas e médias empresas (MPME), enquanto 77% dos recursos (R$ 12,2 bilhões) foram direcionados para a Indústria de Transformação.
Em 2026, a segunda fase do Brasil Soberano disponibilizou R$ 21 bilhões, apresentando um balanço parcial de R$ 19,5 bilhões contratados. Esse montante dividiu-se entre ações de investimento (R$ 7,5 bilhões), capital de giro (R$ 6,1 bilhões), exportação (R$ 4,7 bilhões) e bens de capital (R$ 1,2 bi).
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

