Economia

Preço da cesta básica sobe em 17 capitais em junho, aponta Dieese

O custo médio dos alimentos aumentou na maior parte do país, com destaque para a alta do feijão provocada por quebras na safra e problemas no clima

Da redação
DA REDAÇÃO

08/07/2026 • 16:55 • Atualizado em 08/07/2026 • 16:55

Feijão em alta encarece o custo da cesta básica em várias capitais

Feijão em alta encarece o custo da cesta básica em várias capitais

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A cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%.

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Depois da capital de Roraima, as maiores altas foram constatadas em Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). Por outro lado, a maior redução ocorreu em João Pessoa, onde o custo médio recuou 3,97%, seguida por Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

No acumulado dos primeiros seis meses do ano, todas as capitais brasileiras registraram alta nos preços da cesta de alimentos. As taxas acumuladas no primeiro semestre oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Impacto do clima no campo

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo dos alimentos no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas pela pesquisa. A valorização do produto foi provocada pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras nacionais.

Além do feijão, o consumidor encontrou preços mais altos ao comprar o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral.

São Paulo tem o maior custo

A capital paulista apresentou a cesta básica mais cara do país em junho, com custo médio de R$ 965,47. Na sequência, aparecem Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Os menores valores médios foram registrados em capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição dos itens é diferente: Aracaju (R$ 630,40), Salvador (R$ 635,10), João Pessoa (R$ 640,20) e Natal (R$ 645,30).

Com base no custo apurado em São Paulo, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ 8.110,92. O montante calculado é cinco vezes superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621.