
Memorando do acordo de paz provoca queda no preço do óleo diesel no Brasil
Reprodução/TV Band
O bolso do motorista brasileiro já começou a sentir os reflexos práticos da diplomacia internacional. Após a assinatura do memorando de paz entre os Estados Unidos e o Irã, formalizada no último dia 17, o preço do óleo diesel registrou uma queda expressiva nas bombas em todo o Brasil.
De acordo com o levantamento mais recente do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o recuo nos postos reflete o alívio imediato no mercado global de energia, que operava sob forte tensão desde o agravamento dos conflitos em março.
Quando comparado ao período de pico da crise no Oriente Médio (entre o fim de março e o início de abril), os preços médios nacionais apresentaram as seguintes variações de até 8,49% para o diesel comum, que fechou o período com a média nacional de R$ 6,98. Já o diesel S-10, a queda foi de 6,38%, atingindo o valor médio de R$ 7,22.
Apenas na semana em que o acordo foi assinado, entre os dias 14 e 20 de junho, o diesel comum abriu o período cotado a R$ 7,02 e encerrou a R$ 6,95. Já a versão S-10 oscilou de R$ 7,21 para R$ 7,18 no mesmo intervalo.
Por que o preço do combustível caiu?
A retração está diretamente ligada ao fim das incertezas geopolíticas. O acordo assinado pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian estabeleceu o encerramento das sanções americanas ao petróleo iraniano e garantiu a livre circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento de energia do planeta.
Com o fluxo marítimo normalizado, o preço do barril de petróleo recuou para patamares abaixo dos 80 dólares no mercado internacional, aliviando a pressão sobre a política de preços interna. Diante do recuo internacional, o Ministério da Fazenda já avalia que a trajetória de queda pode abrir espaço para encerrar as discussões sobre novos subsídios aos combustíveis no plano doméstico.
Apesar do alívio recente, analistas de mercado pedem cautela. O diesel S-10 ainda acumula uma alta de 13,22% quando comparado ao patamar anterior ao início da escalada militar em março, quando o combustível era comercializado, em média, a R$ 6,37. A expectativa do setor produtivo é que os repasses continuem a acontecer de forma gradual nas próximas semanas.
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