Inteligência emocional: a competência invisível que aprova em Medicina

Especialista explica como resiliência e gestão da ansiedade transformam o conteúdo estudado em resultado de aprovação real

Da redação
DA REDAÇÃO

27/02/2026 • 19:14 • Atualizado em 27/02/2026 • 19:14

Douglas Maluf

Douglas Maluf

Divulgação/Arquivo pessoal

Para conquistar uma vaga em cursos de alta concorrência, como Medicina, o domínio das fórmulas e teorias é apenas metade do caminho. Em entrevista ao portal, Douglas Maluf, especialista em desenvolvimento humano, afirma que a inteligência emocional é o elo que permite ao estudante acessar o conhecimento com serenidade no momento da pressão dos estudos.

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Para Maluf, é importante que o candidato treine a resiliência, descrita por ele como um “músculo invisível”. É essa habilidade que permite ao candidato manter a clareza mental após travar em uma questão difícil durante a prova, evitando a autossabotagem. Para o especialista, o exame mede silenciosamente quem o estudante é diante do tique-taque do relógio e do silêncio da sala.

“Não basta ter conhecimento armazenado, é preciso saber acessá-lo com confiança e foco na hora em que mais importa”, destaca. A inteligência emocional, portanto, torna-se o diferencial entre dois candidatos com o mesmo nível acadêmico: enquanto um pode sucumbir ao nervosismo, o outro transforma preparo emocional em nota.

O inimigo interno e o treino da calma

O maior desafio enfrentado pelos vestibulandos não é o caderno de questões, mas o diálogo interno. Ansiedade, medo do fracasso e a comparação constante com colegas drenam a energia necessária para a prova. Maluf defende que o “silêncio interno” deve ser ensaiado tanto quanto a revisão de conteúdos.

“O estudante que ensaia sua calma chega ao dia da prova como um ator preparado para o palco”, afirma o especialista.

Para lidar com a pressão, ele sugere práticas simples, como respiração profunda, simulações de prova em casa e a criação de rituais de confiança. Essas ações condicionam o cérebro a sustentar o foco, transformando a ansiedade, que ele define como “excesso de futuro”, em energia de performance no presente.

Gestão do tempo e tomada de decisão

A capacidade de decidir rapidamente e sem apego a questões complexas é uma competência socioemocional com reflexo direto no gabarito da prova. Maluf alerta que “tempo mal gerido é conhecimento desperdiçado”. O treino de desapegar de itens difíceis garante minutos preciosos que podem valer a aprovação em carreiras concorridas.

Além da aprovação, essas habilidades são vitais para a permanência na própria faculdade de Medicina. O especialista ressalta que saber descansar sem culpa e manter a empatia em ambientes competitivos evita que a jornada acadêmica se torne um fardo insustentável. O primeiro passo, conclui ele, é entender que a mente precisa de treino tanto quanto o corpo.

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