
Para manter o cérebro funcionando bem, não adianta só "estudar mais"
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A busca por uma vaga em cursos concorridos, como medicina, impõe aos estudantes jornadas exaustivas que podem resultar em burnout estudantil. Esse estado de esgotamento físico e mental compromete não apenas o desempenho acadêmico, mas a saúde a longo prazo, caso não seja identificado e tratado precocemente.
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Em entrevista ao portal, a psiquiatra Dra. Maria Carol Pinheiro explicou que o burnout se diferencia de outros transtornos pela direção da exaustão. Enquanto na depressão o cansaço é generalizado, no burnout o desinteresse e a indiferença são focados especificamente na rotina de estudos.
Diferenças entre burnout, ansiedade e depressão
Para a médica, saber identificar os sinais é o primeiro passo para o equilíbrio. Na ansiedade, o estudante ainda sente necessidade de estudar, mantendo um pensamento acelerado mesmo sob cansaço. Já no burnout, predomina a sensação de que não é mais possível seguir adiante, acompanhada de dúvidas sobre a própria capacidade.
A Dra. Maria Carol ressalta que perfis de alta responsabilidade e autocobrança, comuns em vestibulandos de medicina, são mais vulneráveis. "A área da saúde apresenta risco aumentado de burnout estudantil devido à pressão externa de familiares e cursinhos", afirma a especialista.

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Estratégias para manter o equilíbrio mental
A prevenção do esgotamento exige mudanças práticas na rotina. A psiquiatra recomenda pausas regulares, prática de exercícios físicos e momentos de lazer fora do ambiente de estudo. Segundo ela, diversificar as atividades melhora o aprendizado e reduz a produção de cortisol e adrenalina.
O uso excessivo de telas também é um fator de risco citado pela médica. O contato contínuo com dispositivos gera cansaço sensorial e mental. A especialista destaca a importância de reconhecer os diferentes tipos de cansaço, como o emocional e o social, para aplicar o descanso correto.
O papel do acompanhamento especializado
Ao identificar os sintomas, a orientação da médica é buscar auxílio profissional. O acompanhamento precoce permite tratar o quadro antes que ele evolua para depressão ou insônia crônica.
A Dra. Maria Carol sugere que o estudante procure primeiro um psicólogo, que poderá avaliar a necessidade de intervenção psiquiátrica. Ela alerta que, se não for cuidado, o burnout pode se repetir na vida profissional, funcionando como uma espécie de trauma recorrente.
