Psicólogo ensina estratégias para vestibular de Medicina

Aprenda a preservar a saúde mental e manter o equilíbrio durante os estudos para a prova

PRISCILLA VIERROS

22/08/2025 • 17:06 • Atualizado em 22/08/2025 • 17:06

Eduardo Barbosa, especialista em terapia cognitivo-comportamental e neurociências

Eduardo Barbosa, especialista em terapia cognitivo-comportamental e neurociências

Divulgação/Inspirali

Eduardo Barbosa, psicólogo especialista em terapia cognitivo-comportamental e neurociências I Divulgação/Inspirali

Eduardo Barbosa, psicólogo especialista em terapia cognitivo-comportamental e neurociências I Divulgação/Inspirali

O psicólogo Eduardo Barbosa é formado pela Unifesp, especialista em terapia cognitivo-comportamental e neurociências, e atualmente cursa pós-graduação em neuropsicologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Com ampla experiência no acolhimento emocional de estudantes, Barbosa atua com vestibulandos e universitários, ajudando-os a lidar com ansiedade, autocobrança e a rotina intensa de estudos.

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Ele atende alunos do CASD Vestibulares, um cursinho popular, e trabalha com acolhimento emocional dos estudantes de Medicina no Angatu – Saúde Mental e Bem-Estar, da Inspirali, na Universidade Anhembi Morumbi, em São José dos Campos, oferecendo espaços de escuta e oficinas sobre saúde mental. Seu foco de pesquisa também inclui ansiedade social e o uso da realidade virtual como ferramenta para desenvolver habilidades sociais e melhorar a qualidade de vida.

Por que o vestibular de Medicina costuma ser mais estressante que os de outras áreas?O vestibular de Medicina é altamente concorrido e carrega expectativas sociais elevadas. Estudantes sentem que a prova define seu valor pessoal. Além disso, a ideia de trabalhar com vidas humanas aumenta a pressão interna e externa.

Como manter a motivação durante um ano ou mais de estudos intensos?A motivação depende de objetivos claros, ambiente favorável e pequenas metas alcançáveis. Celebrar progressos e ajustar estratégias conforme necessário mantém o engajamento ao longo do tempo.

Quais são os impactos mais comuns do excesso de estudo na saúde mental?O isolamento e a sensação de perfeição inatingível são frequentes. A sobrecarga causa ansiedade, insônia e queda de rendimento, pois o cérebro precisa de pausas para consolidar o aprendizado.

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Como identificar sinais de esgotamento antes do burnout?Dores de cabeça, tensão muscular, irritabilidade, cansaço constante e distanciamento de atividades prazerosas são alertas importantes. O isolamento social também indica risco de esgotamento.

É normal pensar em desistir durante o processo? O que fazer nesses momentos?Sim, é normal. Refletir sobre o caminho é saudável. O importante é buscar apoio emocional, conversar com alguém de confiança e resgatar os motivos que levaram a iniciar a jornada.

Como lidar com a frustração após várias reprovações?É importante reconhecer que a dor é legítima. Apoio de amigos, familiares e professores ajuda a recuperar a confiança. Encarar cada tentativa como aprendizado reduz o peso emocional e melhora o desempenho futuro.

Sono regular, alimentação equilibrada, pequenas pausas e momentos de convivência com pessoas queridas são essenciais

Quais práticas diárias ajudam a manter a saúde mental em dia?Sono regular, alimentação equilibrada, pequenas pausas e momentos de convivência com pessoas queridas são essenciais. Esses cuidados aumentam a produtividade e a resiliência emocional.

É possível equilibrar estudo, vida familiar e lazer? Qual o papel do descanso?Sim, com organização. Distribuir atividades na agenda, dividir tarefas em blocos e priorizar o descanso ajuda a manter o foco. Descansar permite que o cérebro assimile o conteúdo e evita desgaste físico e emocional.

Como criar um ambiente mental favorável ao aprendizado em casa ou sem cursinho?Identifique fatores que atrapalham a concentração, como barulho ou distrações. Ajuste o ambiente de estudo ao seu perfil, estabelecendo rotinas que favoreçam foco e absorção do conteúdo.

Mais do que cobrar, os pais devem demonstrar confiança no filho

Como os pais podem apoiar emocionalmente um filho que tenta Medicina?Mais do que cobrar, os pais devem demonstrar confiança no filho. Conversas leves, momentos de qualidade e compreensão das dificuldades ajudam a reduzir a pressão e fortalecem a autoestima.

Qual é a linha tênue entre incentivar e pressionar demais?Incentivo é oferecer suporte e segurança, como “sei que você é capaz”. Pressão se manifesta em expectativas de resultado ou projeção de sonhos próprios, aumentando ansiedade e culpa.

Qual a importância de aceitar o próprio tempo de aprovação?Cada estudante tem seu ritmo e circunstâncias. Comparar-se aos outros gera ansiedade e autocrítica. Reconhecer o tempo individual preserva a saúde mental e garante evolução consistente.

O planejamento emocional é tão importante quanto um bom cronograma de estudos

O planejamento emocional é tão importante quanto o cronograma de estudos?Com certeza. Ele envolve lidar com ansiedade, reservar descanso, manter rede de apoio e respeitar limites. Estudantes emocionalmente organizados adaptam melhor a rotina e evitam ciclos de culpa e esgotamento.

Qual dica daria para quem está tentando pela 2ª, 3ª ou 4ª vez e se sente desanimado?Cada tentativa é aprendizado e evolução. Reflita sobre conquistas, maturidade adquirida e estratégias a ajustar. Crescimento emocional é tão importante quanto o conhecimento acadêmico.

O que diria para vestibulandos de Medicina?Você não é definido por uma prova. Conquistar um sonho leva tempo e exige paciência. Busque apoio, cuide da saúde mental e valorize suas relações. O vestibular é uma etapa, não um destino final.

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