
Estudante compartilha rotina de estudo com estilo de vida country
Divulgação/ Arquivo pessoal
A Medicina não surgiu como um plano A na vida de Luanna Conde, 25. Foi, antes, um interesse que se formou aos poucos, moldado pela curiosidade sobre as pessoas, suas histórias e as diferentes formas de existir no mundo. Hoje, cursando o sétimo semestre de Medicina, ela carrega para a graduação um estilo de vida country, marcado pela relação com a natureza, pelo esporte e por uma trajetória de amadurecimento pessoal até a aprovação no vestibular próprio da faculdade.
Luanna nasceu e cresceu no interior da Serra da Mantiqueira, no sul de Minas Gerais. O contato cotidiano com a natureza ensinou cedo a observar, ouvir e respeitar o tempo das coisas. Desde jovem, demonstrava sensibilidade artística, gosto pela música e, principalmente, uma forte ligação com o esporte equestre. A modalidade dos três tambores não era apenas um passatempo; fazia parte de sua identidade. Em 2018, viveu uma fase de destaque, com resultados expressivos e o título de recordista em Minas Gerais.
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Foi nesse ambiente que ela aprendeu lições que hoje reconhece como fundamentais para a Medicina: disciplina, constância, responsabilidade e resiliência diante das frustrações. Ainda assim, a escolha profissional nunca foi simples. Ao concluir o ensino médio, sentia o chamado para a área da saúde, mas a insegurança falava alto. Sem médicos na família, a Medicina parecia distante, quase inalcançável.
O contexto pessoal também impôs desafios. O divórcio dos pais e, na sequência, a pandemia trouxeram instabilidade emocional e mudanças profundas. “Não existe momento ideal para nada. A vida não espera a gente estar pronta”, resume. Foi nesse período que Luanna optou por cursar Administração. A decisão, hoje, é vista como parte essencial da sua trajetória. O curso trouxe amadurecimento, organização emocional e tempo para compreender suas próprias escolhas.
Quando decidiu prestar Medicina, a convicção era diferente. Já não se tratava de dúvida, mas de reconhecimento do que realmente a movia. Luanna se preparou e conquistou uma boa colocação no vestibular tradicional, o que lhe deu segurança para iniciar a graduação. A aprovação confirmou que o caminho, embora não linear, fazia sentido.
Mais do que uma influência específica, foram as experiências de vida que a conduziram à Medicina: vivências familiares, períodos de fragilidade emocional e a percepção clara de como o estado emocional impacta o corpo. No curso, essa visão se fortaleceu. A ciência explica, mas ouvir, acolher e compreender o paciente continua sendo essencial.
Hoje, como estudante de Medicina, Luanna afirma estar mais próxima de quem realmente é. O contato com pacientes e histórias diversas reforçou valores simples, como a importância da família, da saúde e do cotidiano. A disciplina aprendida no esporte, a sensibilidade construída ao longo da vida e o olhar atento para o outro seguem presentes.
Sua história mostra que não há um único caminho para chegar à Medicina. Cada trajetória tem seu tempo, suas pausas e recomeços. Para Luanna Conde, cuidar de pessoas é, antes de tudo, um ato de humanidade, e é isso que orienta sua formação médica.
